O Ministério Público do Rio de Janeiro considera que o fiscal Francisco Ribeiro da Cunha Gomes, um dos 15 presos nesta quarta-feira na operação Propina S.A., é o articulador do esquema de sonegação e corrupção integrado por outros funcionários fazendários e empresários do estado.
Em documentos obtidos pela CPI da Arrecadação da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), o fiscal , que é conhecido como Chico Olho de Boi, aparece como tendo vendido um imóvel para o traficante colombiano Juan Carlos Abadia, que está preso em são Paulo.
— A CPI começou em janeiro para investigar a queda de arrecadação de ICMS no estado. Descobrimos um esquema de arrecadação de propina diante ameaça de multa e promessa de que os fiscais deixariam de autuar as empresas —, explica a deputada Cidinha Campos, vice-presidente da CPI, que pediu a quebra dos sigilos telefônicos e bancário de Chico Olho de Boi e de seu filho.
Segundo a deputada, com a quebra de sigilo, foi possível constatar que Chico passou grande parte de seus bens para o filho e que declarara muito menos do que possui no Imposto de Renda.
O relatório da CPI contém ainda escrituras da casa da família na região de Angra dos Reis. O imóvel, avaliado em 700 mil dólares, teria sido também transferido para o filho e, em seguida, vendido para o traficante colombiano Juan Carlos Abadia, preso este ano em São Paulo.
CPI diz que fiscal preso vendeu imóvel a traficante Abadia
Quarta, 28 de Novembro de 2007 às 14:36, por: CdB