Rio de Janeiro, 16 de Março de 2026

CPI deve apresentar relatório na próxima semana

Sexta, 08 de Dezembro de 2006 às 16:14, por: CdB

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Sanguessugas, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), vai marcar a apresentação do relatório final para a próxima semana, apesar da tentativa de alguns parlamentares de prorrogar os trabalhos da comissão até janeiro.

O relator da CPMI, senador Amir Lando (PMDB-RO), deve apresentar o documento entre a próxima quarta e sexta-feira. A comissão terá até o dia 19, prazo final dos trabalhos, para votá-lo. Tanto Biscaia como Lando temem que uma prorrogação até janeiro impossibilite a votação do relatório devido ao baixo quorum no período de recesso.

Além disso, Amir Lando considera difícil avançar nas investigações sobre o episódio envolvendo a compra por petistas do dossiê contra políticos tucanos.

- Vamos criar expectativa durante um período longo e em um momento difícil de produzir que é o recesso. O que nós podíamos ter feito, fizemos na primeira fase. Agora, o dossiê é uma coisa complicada - , disse o senador, lembrando que o objeto de investigação seria outro.

- Precisaríamos nos deter em outro objetivo, porque a relação que ele tem com a CPMI é apenas um ponto de contato que é o nome Vedoin. Fora daí são outros atores, outra motivação - , notou.

O vice-presidente da CPMI, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), no entanto, insiste na necessidade de prorrogar os trabalhos e aprofundar as investigações. Ele faz parte do grupo de parlamentares que tenta conseguir as assinaturas necessárias para o requerimento de prorrogação. No Senado, já foram colhidas as 27 assinaturas necessárias. Jungmann trabalha para conseguir as 171 assinaturas na Câmara.

- Na Câmara já ultrapassamos a barreira das cem assinaturas, mas eu acredito que vamos nos aproximar de 170 até o fim desta semana e início da próxima - , calcula o deputado.

O deputado afirma que irão pedir o prazo máximo (de prorrogação), mas esperam terminar "um pouco antes ". Isso porque no dia 1º de fevereiro ocorrerá a posse dos novos deputados e senadores, e " então se encerra essa atual legislatura, e a CPMI não pode ser prorrogada de uma legislatura para outra " .

Jungmann defende ainda que a CPMI aguarde a conclusão do inquérito da Polícia Federal (PF) sobre o caso do dossiê, no próximo dia 25, para apresentar o relatório final. Ele também quer aproveitar a prorrogação dos trabalhos para ouvir novos depoimentos, como o do presidente licenciado do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP); do ex-assessor da Presidência da República Freud Godoy; e do delegado da Polícia Federal Edmilson Bruno.

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