A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) que investiga a atuação das milícias analisou os documentos e informações já obtidas pela comissão, na quinta-feira, durante reunião fechada, definiu os rumos das investigações e deliberou sobre as próximas reuniões. De acordo com o presidente da CPI, deputado Marcelo Freixo (PSOL), na próxima quinta-feira, a comissão ouvirá promotores de Campo Grande (Zona Oeste do Rio) e o escrivão da 35ª Delegacia de Polícia (Campo Grande), que fez o Registro de Ocorrência do atentando a bomba contra a delegacia, na madrugada de 11 de junho.
– As denúncias recebidas pelo Disque Milícia da Alerj (0800 28 20 376) estão sendo fundamentais para nos ajudar a entender os locais dominados por milícias. A população aponta até mesmo nomes de possíveis responsáveis, que serão chamados para depor – acrescentou o parlamentar.
No dia 24 de julho, a comissão realizará uma nova reunião interna para avaliar denúncias feitas ao Disque Milícia e discutir os depoimentos dos promotores e do escrivão. Para o dia 31 está planejada uma audiência para ouvir os antropólogos Luiz Eduardo Soares e Jaqueline Muniz, especialistas em Segurança Pública. No dia 7 de agosto, será a vez do delegado Cláudio Ferraz, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais (Draco/IE), ser ouvido.
Segundo o deputado Marcelo Freixo, os membros da comissão aprovaram uma ida à Receita Federal, para conversar sobre questões patrimoniais de pessoas possivelmente ligadas ao comando das milícias.
– Nós também concordamos em convocar responsáveis pelo fornecimento dos serviços da Ultragaz e das operadoras de TV por assinatura NET e Sky – esclareceu.
CPI das Milícias ouvirá promotores de Campo Grande
Sexta, 11 de Julho de 2008 às 06:57, por: CdB