A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) ouviu nesta terça-feira depoimentos de três suspeitos de envolvimento com esses grupos ilegais. Algumas informações foram importantes para
reforçar as denúncias de domínio de milicianos em Jacarépaguá, de acordo com o presidente da CPI, Marcelo Freixo (P-SOL).
Marco Aurélio França, conhecido como Marcão, da comunidade Novo Rio, é um dos investigados pela Secretaria de Segurança. Marco Aurélio negou a existência de milícias em sua comunidade, mas deu indícios da existência do grupo em Gardênia Azul, nas proximidades de Novo Rio. De acordo com o deputado Marcelo Freixo o depoimento foi muito importante para as investigações.
- Ele relatou a presença de gatonet, de controle de gás, de controle das através das chamadas taxas de segurança, de transporte alternativo. Deu informações preciosas sobre o funcionamento das milícias em Jacarepaguá, uma área já investigada não só pela CPI, mas também Polícia Civil - disse o deputado Freixo.
Além de Marco Aurélio, a CPI também ouviiu Getúlio Gama, presidente da cooperativa de vans de Rio das Pedras. Segundo Freixo, Getúlio participa do grupo que ajudou a eleger o vereador Nadinho em 2004, igualmente investigado pela CPI, e teria feito campanha para o ex-secretário de Segurança do Rio e deputado federal Marcelo Itagiba (PMDB).
De acordo com a asessoria da Alerj, Itagiba já foi convidado a depor.
Ainda segundo a Alerj, Getúlio negou a ligação com grupos milicianos e alegou ter sido eleito presidente da cooperativa de vans pelos próprios cooperados.
O outro suspeito que depôs foi Geiso Turques (PSC), vereador em São Gonçalo e promotor de festas do Castelo das Pedras, em Rio das Pedras, Jacarepaguá. Segundo a assessoria da Alerj, Geiso também declarou não ter envolvimento com milícias.
Na próxima semana, a CPI espera ouvir os depoimentos do deputado Jorge Babu, acusado de envolvimento com milícias da zona oeste, e de autoridades governamentais.