Rio de Janeiro, 21 de Outubro de 2026

CPI das Milícias encerra fase inicial de depoimentos esta semana

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) que apura a atuação das milícias no estado vai ouvir, nesta quinta-feira, o professor Ignácio Cano, da Universidade do Estado do Rio (Uerj), e representantes do Ministério Público. De acordo com o presidente da CPI, deputado Marcelo Freixo (PSol), a reunião encerrará a fase inicial de tomada de depoimentos. (Leia Mais)

Segunda, 25 de Agosto de 2008 às 07:09, por: CdB

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) que apura a atuação das milícias no estado vai ouvir, nesta quinta-feira, o professor Ignácio Cano, da Universidade do Estado do Rio (Uerj), e representantes do Ministério Público. De acordo com o presidente da CPI, deputado Marcelo Freixo (PSol), a reunião encerrará a fase inicial de tomada de depoimentos.

– Daqui a duas semanas começaremos uma nova etapa com a convocação dos indiciados, mesmo que alguns estejam presos – afirmou o parlamentar.

Segundo ele a segunda fase começará com os nomes de acusados de envolvimento com as milícias em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

Na última reunião da CPI, na última quinta-feira, o secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, que depôs a portas fechadas, afirmou que, desde que o Governo começou a investigar as milícias, em junho, o número de homicídios caiu 50% e a estatística referente ao encontro de ossadas foi reduzida em 38% nas regiões dominadas por esses grupos criminosos.

– A milícia não é melhor que o tráfico e, na verdade, é a maior ameaça à sociedade, justamente por ser formada por agentes públicos, com braços econômicos e políticos – afirmou Freixo.
Na última quinta-feira, em depoimento à CPI, o secretário de Estado de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, disse que desde que o início do combate às milícias, há cerca de três meses, o número de homicídios caiu 50% e a estatística referente ao encontro de ossadas foi reduzida em 38% nas regiões dominadas por esses grupos criminosos.

Na reunião, Beltrame declarou que a secretaria vai continuar investigando as milícias através de um trabalho de inteligência para a coleta de provas e identificação dos envolvidos.

– Essa não é uma apuração fácil, mas, apesar de o caminho ser complicado, vamos continuar empenhados no enfraquecimento das milícias. A parceria com a CPI é muito importante porque o extermínio desses grupos depende da colaboração e da contribuição de todos – disse.

De acordo com o deputado Marcelo Freixo (PSol), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), que investiga a ação de milícias no Estado, já recebeu mais de 700 denúncias por meio do seu serviço telefônico.

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