A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas ouve nesta semana o gerente de Negócios da Empresa Suntech Intelligent Solutions, Fabiano Wiggers; Paulo Marinho, vítima de escuta; e os promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial Regional de Combate ao Crime Organizado (Gaerco) José Mário Barbutto, Marcelo de Oliveira e Sílvio Loubeh, de São Paulo. Também será ouvido o juiz federal da 7ª Vara Criminal do Estado de São Paulo, Ali Mazloum.
Fabiano Wiggers e Paulo Marinho prestarão depoimento nesta terça-feira. O depoimento de Marinho foi solicitado pelo deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ). O depoimento de Wiggers foi sugerido pelo deputado Nelson Pellegrino (PT-BA). Ele espera que o gerente explique o sistema "Vigia" de escuta telefônica. A Suntech Intelligent Solutions é especializada no desenvolvimento de tecnologia para operadoras de telecomunicações.
Os promotores do Caergo estarão na CPI na quarta-feira. A reunião também foi sugerida por Pellegrino. Barbutto, Oliveira e Loubeh são responsáveis por investigações que resultaram em provas contra policiais civis acusados de realizar interceptações telefônicas com a finalidade de extorquir dinheiro de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Nelson Pellegrino sugeriu ainda a reunião com o juiz Ali Mazloum. O deputado quer esclarecimentos sobre irregularidades no procedimento de interceptações telefônicas, entre elas escutas sem autorização judicial. O juiz foi afastado do cargo em dezembro de 2003 por suspeitas de participação em um esquema de venda de sentenças judiciais investigado pela Operação Anaconda. Em setembro de 2006, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o trancamento da ação penal contra o juiz.