A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que investigará o trafico de armas no Estado irá começar a ouvir a partir da próxima segunda-feira todos os acusados de envolvimento com o tráfico de armas da Operação Guilhotina, da Polícia Civil. Entre eles, o ex-subchefe da corporação, Carlos Oliveira.
A instalação da CPI aconteceu nesta segunda e foi eleito para a presidência o deputado Marcelo Freixo (PSol) e, para a relatoria, o deputado Wagner Montes (PDT). Os dois são os autores do requerimento que deu origem ao grupo de investigação. Zaqueu Teixeira (PT) foi eleito vice-presidente. Os parlamentares aprovaram ainda as cinco primeiras iniciativas da CPI. Dentre elas, destaca-se a solicitação de listas às Forças Armadas, polícias Federal, Civil, Militar, Corpo de Bombeiros e ao Sistema Penitenciário com os nomes dos investigados administrativamente por tráfico de armas nos últimos dez anos. As listas deverão conter as armas apreendidas e a situação judicial e administrativa de cada caso.
– Para não sujarmos o nome de pessoas inocentes –, salientou Montes. Os parlamentares também aprovaram a oitiva do especialista em armas da ONG Viva Rio, o sociólogo Antônio Rangel Bandeira.
– Será um depoimento de caráter pedagógico, fundamental para nossa maior compreensão sobre a situação –, explica Freixo.
Rangel vai expor seus estudos sobre o tema e fornecer à CPI dados de pesquisas mais recentes já na próxima segunda, quando o grupo fará sua primeira reunião, às 15h, na sala 311. Neste dia, os demais membros também levarão nomes de outras pessoas que poderão ser ouvidas. Foi sugerido que representantes dos comerciantes e da indústria das armas também sejam chamados a fazer exposições.
O grupo, do qual fazem parte ainda os deputados Flávio Bolsonaro (PP) e Luiz Paulo (PSDB), também aprovou o envio de ofício à secretaria estadual de Segurança Pública pedindo a relação de armamentos apreendidos na operação realizada em novembro no Complexo do Alemão. E a solicitação, à Polícia Civil, dos nomes dos dois agentes envolvidos no sumiço dos fuzis doados à corporação pela Marinha e que foram parar nas mãos de traficantes de drogas na mesma comunidade.
CPI das Armas vai ouvir acusados na Operação Guilhotina
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que investigará o trafico de armas no Estado irá começar a ouvir a partir da próxima segunda-feira todos os acusados de envolvimento com o tráfico de armas da Operação Guilhotina, da Polícia Civil. Entre eles, o ex-subchefe da corporação, Carlos Oliveira.
Terça, 15 de Março de 2011 às 10:15, por: CdB
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que investigará o trafico de armas no Estado irá começar a ouvir a partir da próxima segunda-feira todos os acusados de envolvimento com o tráfico de armas da Operação Guilhotina, da Polícia Civil. Entre eles, o ex-subchefe da corporação, Carlos Oliveira.
A instalação da CPI aconteceu nesta segunda e foi eleito para a presidência o deputado Marcelo Freixo (PSol) e, para a relatoria, o deputado Wagner Montes (PDT). Os dois são os autores do requerimento que deu origem ao grupo de investigação. Zaqueu Teixeira (PT) foi eleito vice-presidente. Os parlamentares aprovaram ainda as cinco primeiras iniciativas da CPI. Dentre elas, destaca-se a solicitação de listas às Forças Armadas, polícias Federal, Civil, Militar, Corpo de Bombeiros e ao Sistema Penitenciário com os nomes dos investigados administrativamente por tráfico de armas nos últimos dez anos. As listas deverão conter as armas apreendidas e a situação judicial e administrativa de cada caso.
– Para não sujarmos o nome de pessoas inocentes –, salientou Montes. Os parlamentares também aprovaram a oitiva do especialista em armas da ONG Viva Rio, o sociólogo Antônio Rangel Bandeira.
– Será um depoimento de caráter pedagógico, fundamental para nossa maior compreensão sobre a situação –, explica Freixo.
Rangel vai expor seus estudos sobre o tema e fornecer à CPI dados de pesquisas mais recentes já na próxima segunda, quando o grupo fará sua primeira reunião, às 15h, na sala 311. Neste dia, os demais membros também levarão nomes de outras pessoas que poderão ser ouvidas. Foi sugerido que representantes dos comerciantes e da indústria das armas também sejam chamados a fazer exposições.
O grupo, do qual fazem parte ainda os deputados Flávio Bolsonaro (PP) e Luiz Paulo (PSDB), também aprovou o envio de ofício à secretaria estadual de Segurança Pública pedindo a relação de armamentos apreendidos na operação realizada em novembro no Complexo do Alemão. E a solicitação, à Polícia Civil, dos nomes dos dois agentes envolvidos no sumiço dos fuzis doados à corporação pela Marinha e que foram parar nas mãos de traficantes de drogas na mesma comunidade.