As investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras tendem a provocar um efeito "insignificante" sobre a reputação da estatal, uma vez que o governo detém a maioria absoluta na comissão. A afirmação é da revista britânica The Economist na edição desta semana, que traz reportagem sobre possíveis problemas da empresa brasileira. "As conexões políticas são essenciais para a Petrobras", acreditam os jornalistas da revista, com base no fato de o governo federal ser o acionista controlador e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, integrar o conselho de administração.
Segundo a publicação, o fato de o ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL) e o bispo Marcelo Crivella (PRB-RJ) integrarem a CPI "aumenta o espetáculo" da comissão. José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, garante que a investigação é bem-vinda, pois representa uma chance de escrutínio público da maior empresa do país. Ainda assim, de acordo com a publicação, ele se preocupa com a possibilidade de a CPI se transformar "em um circo político, como normalmente ocorre com as comissões do Congresso".