A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras ouvirá na próxima terça-feira dois representantes da Pini Serviços de Engenharia, empresa indicada pela estatal para atestar a obra da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A comissão apura um suposto superfaturamento na obra, apontado em relatório do Tribunal de Contas da União (TCU).
Os nomes de Mário Sérgio Pini e Luiz Raymundo Freire de Carvalho foram sugeridos, em requerimento apresentado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), para prestar depoimento na investigação. De acordo com requerimento, a empresa desenvolveu e disponibiliza o Índice Pini de Custos de Edificações, "largamente adotado para o acompanhamento da inflação setorial, atualização de contratos e nas questões de avaliações e perícias de engenharia".
Os dois representantes da empresa seriam ouvidos na reunião em que técnicos do TCU apresentaram o relatório que apontou indícios de "jogo de planilha" no contrato de construção da refinaria. A expressão é utilizada quando há contratação de serviços com sobrepreço, sendo que a quantidade executada desses mesmos serviços é menor do que a prevista, o que gera prejuízos para a administração pública. No entanto, os depoimentos foram adiados a pedido dos próprios representantes da empresa.
Na ocasião, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) criticou a Petrobras por ter chamado a Pini para atestar a probidade dos números da Abreu e Lima.
Segundo o parlamentar, a Pini foi a empresa que rebateu denúncias de superfaturamento no prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, no início da década de 90.
As obras foram interrompidas depois que investigações, que comprovaram o desvio de cerca de R$ 169 milhões