Os contratos de operação entre a Sete Brasil e a Petrobras eram de US$ 500 mil por dia de operação para as primeiras sete sondas
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras ouve, nesta terça-feira, o presidente do Conselho Administrativo da Sete Brasil, Newton Carneiro da Cunha, e o ex-presidente da empresa João Carlos de Medeiros Ferraz.
A Sete Brasil é uma empresa privada criada pela Petrobras em 2011 para construir 28 sondas de perfuração para exploração do petróleo do pré-sal. Os contratos de operação entre a Sete Brasil e a Petrobras eram de US$ 500 mil por dia de operação para as primeiras sete sondas e de US$ 530 mil para as outras 21. O total era de US$ 22 bilhões.
Em depoimento à CPIem maio, o presidente da Sete Brasil, Luiz Eduardo Guimarães Carneiro, afirmou que cada plataforma custa US$ 800 milhões. Para Guimarães, se houve pagamento de propina, isso não se deu por meio dos contratos, mas fora da Sete Brasil.
O diretor de Operações e Participações Sete Brasil, Renato Sanches Rodrigues, também já foi ouvido pela CPI. Ele disse aos deputados que passou a integrar a diretoria da empresa apenas em junho do ano passado e repetiu várias vezes, durante o depoimento, que não sabia de detalhes da criação da empresa nem dos contratos da Petrobras com empresas acusadas de formação de cartel.
Ao responder pergunta de um dos sub-relatores da CPI, deputado André Moura (PSC-SE), Sanches Rodrigues disse que os preços das sondas contratadas pela Petrobras eram compatíveis com os praticados no mercado.
- Os preços eram mais ou menos os mesmos do mercado, apesar do componente nacional, que encarece a fabricação - disse.
O depoimento de Newton Carneiro da Cunha foi proposto pelo deputado Paulo Magalhães (PSD-BA). Já João Carlos de Medeiros Ferraz foi convidado a pedido dos deputados Altineu Côrtes (PR-RJ) e André Moura (PSC-SE), sub-relatores da CPI.
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