Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

CPI da Petrobras ouve presidente da Camargo Corrêa

A Comissão ouve nesta quarta-feira o diretor-presidente da Camargo Corrêa Engenharia, Dalton dos Santos Avancini, preso pela Operação Lava Jato.

Quarta, 20 de Maio de 2015 às 08:39, por: CdB
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Deputados dizem que que diversas testemunhas disseram que a Camargo Corrêa fazia parte do "clube" de empreiteiras
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras ouve nesta quarta-feira o diretor-presidente da Camargo Corrêa Engenharia, Dalton dos Santos Avancini. O executivo foi preso pela Operação Lava Jato e fez acordo de delação premiada com o Ministério Público. Atualmente, ele está em prisão domiciliar. Os depoimentos foram pedidos por 16 deputados: Carlos Sampaio (PSDB-SP), Delegado Waldir (PSDB-GO), Antonio Imbassahy (PSDB-BA), Izalci (PSDB-DF). Ivan Valente (Psol-SP), Edmilson Rodrigues (Psol-PA), Júlio Delgado (PSB-MG), Onyx Lorenzoni (DEM-RS), Efraim Filho (DEM-PB), Eliziane Gama (PPS-MA), Moses Rodrigues (PPS-CE), Arnaldo Jordy (PPS-PA), Celso Pansera (PMDB-RJ), Carlos Marun (PMDB-MS), Darcísio Perondi (PMDB-RS) e Lelo Coimbra (PMDB-ES). Os deputados do DEM Onyx Lorenzoni e Efraim Filho ressaltam que diversas testemunhas disseram que a Camargo Corrêa fazia parte do "clube" de empreiteiras que combinavam preços com o único propósito de frustrar licitações da Petrobras. - Segundo denúncia do Ministério Público, um consórcio criminoso era favorecido em contratos com a Petrobras por diretores corruptos da estatal. Em troca, o consórcio pagava propina a ‘operadores’ indicados por partidos da base do governo com o objetivo de financiar campanhas eleitorais - explicam os deputados do Psol Ivan Valente e Edmilson Rodrigues no requerimento que pediu a audiência de Avancini. - Avancini, conforme as investigações do Ministério Público e da Polícia Federal, esteve envolvido nesse esquema - reforça o deputado Carlos Sampaio. Júlio Delgado lembra ainda que, segundo o Ministério Público, um empreiteiro da Toyo Setal “apontou Avancini como responsável, no âmbito da Camargo Corrêa, pelo cartel fraudulento que praticava desvios de recursos da Petrobras”. - Sabe-se, também, que Avancini ainda assinou os contratos das obras nas quais foram constatadas fraudes, além de ter celebrado contrato fraudulento com a Costa Global - empresa de Paulo Roberto Costa [ex-diretor da Petrobras] - para dissimular o pagamento de propina - reforçam os deputados do PPS Eliziane Gama, Moses Rodrigues e Arnaldo Jordy.
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