Rio de Janeiro, 19 de Setembro de 2026

Covardia no Rio é sinônimo de Polícia Militar

Por Mário Augusto Jakobskind - Covardia no Rio é sinônimo de Polícia Militar. É o que se pode concluir depois da ação violenta da PM, que obedece ao governador Sérgio Cabral, na Câmara de Vereadores, desalojando cerca de 150 professores.

Sábado, 05 de Outubro de 2013 às 08:40, por: CdB
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Uma perigosa professora ameaça a integridade física de 18 policiais militares indefesos
Covardia no Rio é sinônimo de Polícia Militar. É o que se pode concluir depois da ação violenta da PM, que obedece ao governador Sérgio Cabral, na Câmara de Vereadores, desalojando cerca de 150 professores. E sua carreira está sob ameaça com o plano de cargos do prefeito Eduardo Paes e da secretária Cláudia Costin. Na calada da noite, a PM invadiu o plenário da Câmara utilizando gás de pimenta, balas de borracha e cassetetes elétricos. A cúpula da Segurança e o próprio governador já disseram que a operação da PM foi tecnicamente perfeita. O presidente da Câmara, vereador Jorge Felippe, e o líder da bancada do governo Paes, Luiz Antonio Guaraná, também elogiaram a ação policial. Cinquenta professores foram atendidos no Souza Aguiar, e quatro detidos, mas liberados, sendo um deles um mestre que desmaiou com o choque elétrico e foi arrastado por um PM até o camburão. É preciso que os eleitores cariocas reflitam sobre o que está acontecendo. A maior parte dos políticos gastou rios de dinheiro na campanha eleitoral depois de receber apoio de setores empresariais. Como o esquema requer mão e contramão, a ação parlamentar dos contemplados pelos empresários está sempre voltada para a defesa intransigente de quem os bancou. Não podem ouvir falar em controle público dos gastos de campanhas. Devem ter consciência de que, se for mudado o quadro atual com maior rigor e redução substantiva no financiamento de campanhas eleitorais, eles terão de trocar de ramo, porque serão provavelmente alijados do Legislativo ou do Executivo. Para acabar com este estado de coisas, é necessário que os cariocas decidam se apoiam a truculência da PM, ou ficam ao lado dos professores. Até porque, 2014 está chegando e o tempo passa rápido até 5 de outubro, quando se terá a oportunidade de dar a resposta. Mário Augusto Jakobskind é jornalista. • Publicado originariamente no diário popular carioca O DIA
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