Os pilotos da Fórmula-1 podem fazer uma greve se as questões referentes à segurança deles forem ignoradas, avisou o britânico David Coulthard no sábado.
"A greve poderia acontecer na segunda metade da temporada," afirmou o piloto da Red Bull na coluna para o jornal escocês Daily Record. "É assim que eu e meus companheiros sentimos sobre a questão da segurança que foi imposta a nós desde o GP dos Estados Unidos no mês passado," acrescentou o escocês.
A maioria dos pilotos assinou um comunicado, depois da corrida de 19 de junho em Indianápolis, apoiando a postura das sete equipes que correm com pneus Michelin de se retirarem antes do início da prova, por causa do receio com relação à segurança de seus pneus.
Apenas seis carros participaram da corrida em Indianápolis depois que a solicitação para colocarem uma chicane no final da curva inclinada foi rejeitada.
Os pilotos também demonstraram sua preocupação com a proposta que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) fez às equipes que utilizam Michelin de usarem a entrada dos boxes para evitar a curva, ou então reduzir sua velocidade.
O presidente da FIA, Max Mosley, cancelou uma reunião com os pilotos antes do GP da Inglaterra no último final de semana por causa dos comentários que Coulthard fez sobre o regulamento.
A reunião foi remarcada para o dia 1 de agosto no sul da França, desde que pelo menos a metade dos pilotos possa comparecer.
Coulthard disse que alguns pilotos, como o japonês Takuma Sato, da BAR, já afirmaram que não poderão comparecer.
Os pilotos querem que a FIA garanta algumas medidas de segurança em testes particulares, assim como nos GPs. Também expressaram sua preocupação com a maneira pela qual a situação no GP dos Estados Unidos foi tratada.
"Espero que a reunião aconteça," disse Coulthard. "Nós queremos ter certeza de que a segurança é a prioridade. É totalmente possível que nós façamos uma greve caso sejamos forçados a fazer algo que não sentirmos que é seguro. Tomara que isso não aconteça, mas se for necessário nós permaneceremos unidos e não competiremos. O que aconteceu em Indianápolis deu uma chacoalhada em todo mundo," concluiu.