SAN JOSÉ, 11 AGO (ANSA) - Ativistas feministas da Costa Rica anunciaram a realização da Marcha da Vadias, no próximo domingo, em resposta às declarações de um bispo que pediu para as prostitutas se vestirem de maneira mais comportada.
O religioso Francisco Ulloa pediu que elas se vistam com "recato" e "pudor".
A concentração das mulheres acontecerá ao meio-dia em frente à Catedral Metropolitana, em San José, capital do país.
Rebeca Arguedas, uma das organizadoras da manifestação, disse que as palavras do bispo são formas de responsabilizar as mulheres pelos atos de violência contra elas.
"Nós temos direito de nos vestir como quisermos, quem diz o contrário é fundamentalista", declarou Arguedas.
O grupo de manifestantes preparou um comunicado à imprensa no qual esclarecia que a marcha busca a reivindicação mais básica do feminismo. "Nós decidimos sobre nossas vidas, ninguém tem que decidir como devemos nos vestir, o que devemos pensar ou o que devemos fazer, pelo contrário, é necessário ensinar aos homens a não estuprar, agredir ou abusar", afirma o texto.
Dessa forma, a Costa Rica se somará ao movimento mundial contra a violência sexual, que já foi representado em marchas que aconteceram em países como Inglaterra, México, Brasil, Índia e Canadá. (ANSA)
Rio de Janeiro, 11 de Outubro de 2026
Edições digital e impressa