Rio de Janeiro, 22 de Agosto de 2026

Costa Rica declara estado de emergência para evitar proliferação do vírus zika

A Costa Rica declarou o estado de emergência em 31 regiões do país para evitar a proliferação do vírus zika

Sexta, 26 de Fevereiro de 2016 às 09:52, por: CdB

 

O Ministério de Saúde e a Comissão Nacional de Emergências (CNE) informaram em comunicado que assinaram um decreto de “estado de emergência

  Por Redação, com ABr - de San José/Genebra:   A Costa Rica declarou o estado de emergência em 31 regiões do país para evitar a proliferação do vírus zika, depois de, na última segunda terem sido confirmados os primeiros dois casos de infeção autóctones. O Ministério de Saúde e a Comissão Nacional de Emergências (CNE) informaram em comunicado que assinaram um decreto de “estado de emergência pela proliferação do vetor do dengue, chikungunya e zika". Segundo explicou à EFE o ministro de Comunicação, Mauricio Herrera, a declaração da emergência tem carater preventivo e busca uma maior flexibilização de recursos e ações para combater o mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus. – Queremos destacar que a situação está sob controle, apenas dois casos foram atendidos – explicou Herrera, dizendo tratar-se de uma medida preventiva. As 31 regiões, entre 81 no total, são as que têm mais casos de dengue e chikungunya e estão localizadas em sete províncias, com especial enfâse em Guanacaste (Pacífico Norte), onde foram registados os primeiros dois infetados pelo zika.
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A Costa Rica declarou o estado de emergência em 31 regiões do país para evitar a proliferação do vírus zika

OMS recomenda

As mulheres infectadas com o vírus zika devem continuar a amamentar seus bebês, já que não há provas sobre risco de transmissão. A recomendação foi feita na quinta-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS). “Considerando as provas existentes, os benefícios do aleitamento materno para a criança e para a mãe ultrapassam qualquer risco de transmissão do vírus zika através do leite materno”, considerou a OMS nas recomendações dirigidas às autoridades dos países afetados pela epidemia. O vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, pode provocar a microcefalia, malformação do crânio que prejudica o desenvolvimento intelectual, quando a mãe é infectada pelo vírus durante a gestação, além da Síndrome de Guillain-Barré, doença neurológica que pode causar paralisia irreversível e morte. A OMS lembrou que o vírus foi detectado no leite materno de duas mães contaminadas, mas esclareceu que “não há atualmente qualquer prova de uma transmissão de zika para crianças através do aleitamento materno”. A epidemia de zika, que avança principalmente na América Latina, “pode piorar antes de melhorar”, alertou na quarta-feira no Rio de Janeiro a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. A agência especializada em saúde das Nações Unidas estima uma propagação explosiva no continente americano, com 3 a 4 milhões de casos este ano. Atualmente, não existe vacina.
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