O ministro da Saúde, Humberto Costa, descartou a possibilidade de intervenção federal em postos de saúde da prefeitura do Rio de Janeiro. Durante a inauguração de uma unidade da Farmácia Popular na Central do Brasil, Costa afirmou que a equipe de gestores do ministério tem constatado falhas no atendimento básico oferecido pela rede municipal de saúde.
"Em princípio, não temos a intenção de realizar atenção básica. O ministério já está extrapolando suas funções quando presta atenção à população por intermédio desses seis hospitais. Nosso papel é financiar, formular a política nacional e normatizar o SUS [Sistema Único de Saúde]. Não de executar diretamente as políticas", disse o ministro. O ministério decretou no dia 11 de março a intervenção federal em seis hospitais do município.
Humberto Costa disse esperar que a prefeitura ressuma em breve a administração desses hospitais. Ontem, o governo estadual do Rio de Janeiro assumiu oficialmente a gestão dos recursos do SUS no município.
O ministro comentou também a decisão do prefeito Cesar Maia de retirar a Guarda Municipal do Campo de Santana - local onde será instalado o Hospital de Campanha da Marinha. Na noite de terça-feira, a 15ª Vara Federal acolheu ação cautelar do ministério contra a decisão da prefeitura. Costa considerou o episódio lamentável e disse que esperava contar com a colaboração do município para solucionar a crise na saúde.
Hoje pela manhã, a Guarda Municipal trabalhou normalmente no parque do Campo de Santana. O Hospital de Campanha vai começar a funcionar na próxima segunda-feira e fará 400 atendimentos por dia.
Costa diz que não haverá intervenção em postos de saúde
O ministro da Saúde, Humberto Costa, descartou a possibilidade de intervenção federal em postos de saúde da prefeitura do Rio de Janeiro. Durante a inauguração de uma unidade da Farmácia Popular na Central do Brasil, Costa afirmou que a equipe de gestores do ministério tem constatado falhas no atendimento básico oferecido pela rede municipal de saúde. (Leia Mais)
Quinta, 24 de Março de 2005 às 21:08, por: CdB