Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Corte norte-americana congela US$ 2 bilhões do Irã depositados no Citigroup

Uma corte norte-americana secretamente congelou no ano passado mais de US$ 2 bilhões mantidos pelo Irã em contas no Citigroup, informou reportagem do jornal Wall Street Journal neste sábado, citando documentos legais. A corte distrital da região sul de Nova York, agindo em parte com informações do Departamento do Tesouro do país, ordenou ao Citibank congelar os depósitos em junho de 2008, informou o jornal. (Leia Mais)

Sábado, 12 de Dezembro de 2009 às 11:41, por: CdB

Uma corte norte-americana secretamente congelou no ano passado mais de US$ 2 bilhões mantidos pelo Irã em contas no Citigroup, informou reportagem do jornal Wall Street Journal neste sábado, citando documentos legais. A corte distrital da região sul de Nova York, agindo em parte com informações do Departamento do Tesouro do país, ordenou ao Citibank congelar os depósitos em junho de 2008, informou o jornal.

O dinheiro está em contas mantidas pelo Clearstream Banking AG de Luxemburgo , uma subsidiária do alemão Deutsche Boerse AG, informa a reportagem. O Citibank, o Clearstream e o governo iraniano não quiseram comentar o assunto, disse o jornal.

Em recente viagem ao Brasil, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, criticou os EUA por se apropriarem de recursos de seu país, depositados em bancos no exterior, sem citar o Citigroup. O Clearstream negou administrar fundos para o Irã, de acordo com os documentos citados pelo Wall Street Journal e está para ter os recursos liberados.

Empresas norte-americanas são proibidas de fazer negócios com o Irã. Não há indicação que o Citibank soubesse que os fundos em questão pertenciam ao Irã, disse o jornal. O dinheiro é parte de uma batalha envolvendo famílias de soldados mortos ou feridos em um bombardeio ocorrido em 1983 em Beirute, no Líbano, que uma corte norte-americana entendeu que foi organizada pelo Irã.

Em 2007, um juiz ordenou Teerã a pagar US$ 2,7 bilhões em indenizações às famílias das vítimas. Advogados das famílias que pleiteavam indenizações requereram ao Tesouro que procurasse informações sobre ativos iranianos mantidos nos Estados Unidos, o que levou a uma ordem secreta da corte a congelar os recursos nas contas do Clearstream no Citibank, disse o jornal.

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