A Corte de Apelação de Mônaco rejeitou o recurso apresentado pelo banqueiro Salvatore Cacciola contra parecer da Justiça do principado, que permitiu sua extradição ao Brasil. Segundo o Ministério da Justiça, o banqueiro não pode mais recorrer a nenhuma esfera de Mônaco.
Agora, falta apenas a decisão soberana do Executivo, representado pelo príncipe Albert, sobre o processo de extradição do banqueiro, que deve sair em julho.
O ministério também informou que os advogados de Cacciola devem recorrer à Corte de Direitos Humanos da Europa contra a decisão soberana de Mônaco. Esse procedimento nunca foi registrado anteriormente.
Segundo a assessoria de imprensa do ministério, o secretário nacional da Justiça, Romeu Tuma Júnior, disse que esse é um golpe contra a impunidade e um sinal de que a Justiça está ao alcance de todos.
Salvatore Cacciola foi condenado em 2005 à revelia a 13 anos de prisão pela Justiça Federal do Rio de Janeiro por crimes de peculato (utilização do cargo para apropriação de dinheiro) e gestão fraudulenta do Banco Marka.
A ajuda do Banco Central recebida por Cacciola causou prejuízos de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos, segundo conclusões de uma CPI sobre o caso. O ex-banqueiro, que havia fugido à Itália em 2000, foi preso no ano passado pela polícia de Mônaco.
Corte de Mônaco rejeita recurso de Cacciola contra extradição ao Brasil
Quarta, 25 de Junho de 2008 às 10:08, por: CdB