O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, reforçou nesta terça-feira que atacar o crescimento da despesa pública é fundamental para dar consistência ao processo de corte dos juros. Palocci aproveitou para defender, mais uma vez, um plano fiscal de longo prazo - o mesmo que gerou divergências com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Em depoimento à Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, Palocci afirmou ainda que a política de recomposição das reservas internacionais - aproveitando o dólar considerado baixo - é muito importante para o país.
- Para que a política (de corte de juro que o Banco Central vem implementando) seja sustentável, precisamos atacar o tamanho e o crescimento da despesa pública. É evidente que não podemos ter política de redução drástica das despesas... por isso propusemos um plano de longo prazo - afirmou em resposta ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Palocci citou que "alguns questionam que isso pode reduzir os gastos sociais", mas rebateu o comentário afirmando que a experiência internacional mostra que é o contrário:
- Isso dá consistência aos gastos sociais. O maior ganhador de uma política de equilíbrio é o país.
Reservas
O ministro também afirmou que "neste momento a operação de recomposição das reservas internacionais é importante" para o país. Ele acrescentou que, como a maioria das pessoas, considera que quando algo está barato (como o dólar) é para comprar e quando está caro é para vender.
Apesar da alta nesta sessão, a moeda norte-americana acumula baixa de cerca de 15 por cento frente ao real no ano. O Banco Central vem comprando dólar no mercado à vista de câmbio quase diariamente desde o início de outubro. Desde então, as reservas cresceram pouco mais de US$ 6 bilhões.