O corte da ajuda financeira internacional à Autoridade Palestina pode levar a uma crise de indisciplina entre as forças de segurança e os servidores públicos palestinos, e eventualmente paralisar a instituição, alerta um relatório do Banco Mundial divulgado nesta terça-feira.
Muitos funcionários estão sem receber salários desde março por causa da crise financeira precipitada pela interrupção da ajuda.
De acordo com o relatório, o isolamento da Autoridade Palestina, liderada pelo grupo militante Hamas, pode comprometer os esforços pela criação de um Estado palestino por "dezenas de anos".
O Banco Mundial, que no passado ajudou a repassar a ajuda financeira aos palestinos, afirma que as previsões feitas em um relatório publicado em março, que alertava para o aumento dramático da pobreza e do desemprego entre os palestinos, parecem otimistas diante da situação atual. A instituição deverá participar nesta terça-feira de uma reunião em Nova York de representantes de Estados Unidos, União Européia, Rússia e ONU - o quarteto que tenta mediar a crise no Oriente Médio - para discutir uma solução.
Os Estados Unidos e a União Européia suspenderam as doações para os palestinos, exigindo que o Hamas, que venceu eleições parlamentares em janeiro, deixe de pregar a destruição de Israel.