A entidade do futebol anunciou que também irá exigir o ressarcimento de salários e uma auditoria completa de um ex-dirigente de alto escalão
Por Redação, com Reuters - de Zurique:
A Fifa pediu às autoridades dos Estados Unidos uma indenização de dezenas de milhões de dólares a ser paga por ex-dirigentes indiciados no país por seu envolvimento no maior escândalo de corrupção do esporte, alegando danos à sua reputação e a seus interesses comerciais.
A Fifa pediu às autoridades dos Estados Unidos uma indenização de dezenas de milhões de dólares
A entidade do futebol anunciou nesta quarta-feira que também irá exigir o ressarcimento de salários e uma auditoria completa de um ex-dirigente de alto escalão, que afirma ter continuado a viver "um estilo de vida extravagante" depois de ser liberado por meio de fiança de um tribunal de Nova York.
Sediada na Suíça abalada por acusações de corrupção e relatos de gastos desenfreados, o que levou à queda do ex-presidente Joseph Blatter, a Fifa disse que na terça-feira seus advogados norte-americanos entraram com um pedido de restituição, entregue a promotores federais de Nova York.
No documento e em uma carta que o acompanhou, publicada pela Fifa, o organismo exigiu a devolução de salários e ressarcimento por danos.
– Os réus abusaram grosseiramente de seus cargos de confiança para se enriquecer... (e) mancharam profundamente a marca Fifa e prejudicaram a capacidade da Fifa de usar seus recursos para ações positivas em todo o mundo – diz o documento.
Ex-dirigentes que se declaram culpados já concordaram em pagar mais de US$ 190 milhões em multas, de acordo com autoridades dos EUA.
Membros de comitê
A Fifa informou nesta quarta-feira que membros do seu comitê executivo venderam no passado seus votos em candidaturas para sedes da Copa do Mundo, incluindo para o torneio realizado na África do Sul, em 2010.
– Está claro que diversos membros do Comitê Executivo da Fifa abusaram de suas posições e venderam seus votos em diversas ocasiões – disse a entidade máxima do futebol mundial em documento entregue a um tribunal norte-americano.
Segundo o documento, os ex-membros do Comitê Executivo Chuck Blazer, Jack Warner e outros indivíduos arquiteraram uma propina de US$ 10 milhões em troca de votos do comitê para a realização da Copa do Mundo de 2010, que acabou sendo realizada na África do Sul.
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