Ainda assim, Istambul acordou mais calma nesta sexta-feira, embora um grupo resista na praça Taksim, no centro da maior cidade da Turquia. O protesto que antes visava a preservação de árvores no local, agora mira diretamente para o primeiro-ministro, Erdoğan.
Ainda esperam uma solução pacífica para a recente onda de confrontos. A situação degenerou nos maiores protestos dos últimos anos, pela defesa do laicismo do Estado e contra o partido no poder, o AKP. A turbulência dura há mais de uma semana. Os últimos discursos de Erdogan estão a ser fortemente criticados.
– Ele fez dois anúncios, um no aeroporto e outro em casa. Foram ambos agressivos. Estava à espera que ele se retraísse um pouco, nem que fosse para acalmar a tensão, mas ele não fez isso – diz um manifestante.
Diz outra opositora:
– Ele divide a população turca, porque o discurso dele é brutal, sem qualquer lógica e sem sentido político.
De volta da África, onde esteve em uma viagem ao oficial, Erdoğan foi recebido no aeroporto por cerca de 10 mil simpatizantes, uma prova de que a Turquia está cada vez mais dividida em duas.
No discurso, o primeiro-ministro disse que os protestos beiram a ilegalidade e têm de acabar. Recusou também voltar atrás com o projeto de obras na praça Taksim. Em mais de uma semana de protestos, esta foi a primeira grande demonstração de apoio por parte os defensores de Erdoğan e do AKP.