Rio de Janeiro, 03 de Novembro de 2026

Correios: Greve não justifica falta de pagamentos

Diante da greve dos funcionários dos Correios, os consumidores que não receberem boletos de cobrança deverão buscar alternativa para quitar as dívidas. Segundo o Procon, a população deve contatar o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) das empresas.

Quinta, 15 de Setembro de 2011 às 04:02, por: CdB
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A greve dos funcionários dos Correios está limitada a área operacional da empresa em todo o território nacional. Carteiros e operadores de triagem e transbordo deflagraram greve nesta quarta-feira e a empresa decidiu suspender o atendimento de cinco serviços. Com a greve, os serviços de entrega dos Correios ficam suspensos. Diante da paralisação, os consumidores que não receberem boletos de cobrança deverão buscar alternativa para quitar as dívidas. Segundo o Procon, a população deve contatar o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) das empresas, porque, mesmo com a greve, o atraso no pagamento pode gerar multas e juros. O órgão de defesa do consumidor destaca que o fornecedor deve disponibilizar ao cliente outras formas de pagamento, além do boleto bancário. Se o cliente tiver algum prejuízo em razão da não disponibilidade, pode procurar o Procon. O diretor do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios no Paraná (Sintcom-PR), Sebastião Cruz, informou que a paralisação da categoria já atinge 80% do pessoal que trabalha no centro de triagem e na entrega de correspondências. Segundo ele, em todo o Estado, há 6,3 mil funcionários no total, sendo mil da área administrativa, que estão trabalhando normalmente. – Só que, sem triagem e carteiros, não há entregas e com isso acreditamos que cerca de 3 milhões de correspondências deixarão de ser entregues diariamente –, disse o diretor. De acordo com Cruz, os trabalhadores em greve reivindicam uma melhor estruturação da empresa, a contratação de mais funcionários, equipamentos novos e condições de trabalho para garantir um atendimento adequado à população. Ele disse que a falta de funcionários faz com que os carteiros trabalhem esgotados pela pressão de manter o serviço em dia. – Estamos em greve contra o baixo salário. Enquanto em outras estatais o piso é acima de R$ 1,4 mil, aqui recebemos R$ 807. Em nota, a estatal lembra que o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, pediu aos trabalhadores que encerrem a paralisação. Segundo ele, a retomada das negociações sobre o acordo coletivo está condicionada ao retorno às atividades e haverá desconto dos dias parados. A nota destaca a proposta feita pela empresa na segunda-feira , que representa um aumento salarial final de 13% para 64.427 empregados, ou seja, 60,14% do efetivo total da empresa. Com o início da paralisação, a proposta foi retirada. Funcionários dos Correios de 24 Estados entraram  em greve por tempo indeterminado. A categoria reivindica aumento salarial de R$ 400, reajuste no vale-refeição, contratação de 21 mil trabalhadores em todo o país e pagamento de perdas salariais.
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