Não houve acordo entre a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e os funcionários grevistas da companhia em assembléia de conciliação realizada nesta quinta-feira no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. Com isso, o vice-presidente do TST, ministro Milton de Moura França, estabeleceu que funcionários e empresa cheguem a um acordo até sexta-feira, às 10h, quando haverá nova reunião.
Segundo a assessoria do TST, o entrave na reunião desta quinta ocorreu pelo fato de a ECT ter retirado a proposta feita na quarta-feira, que havia sido aceita pela comissão de negociações da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect). O motivo foi o fato de os sindicatos ligados à categoria não terem realizado assembléias na quarta-feira para analisar e aprovar a proposta, o que foi encarado pelos Correios como uma recusa dos termos.
Já os sindicalistas dizem que a proposta não havia sido recusada, mas que não houve tempo hábil para que os termos do acordo fossem transmitidos oficialmente para os trabalhadores em cada estado, o que ocorreu somente após as 18h.
O ministro Moura França assumiu como sua a proposta feita quarta-feira e retirada nesta quinta-feira pelos Correios. Os termos são os seguintes: reajuste salarial de 3,74%, abono salarial de R$ 500, além de aumento linear de R$ 60 a toda a categoria a partir de janeiro. O magistrado deseja que a empresa reconsidere a retirada da proposta e os sindicatos a aceitem em assembléia, para que um acordo possa ser firmado. Caso isso não ocorra até sexta-feira às 10h, o caso vai a julgamento pelo TST.
Os principais sindicatos farão assembléias na tarde desta quinta-feira para decidir sobre o assunto.
Correios e grevistas têm até sexta-feira para fecharem acordo
Quinta, 20 de Setembro de 2007 às 16:10, por: CdB