Rio de Janeiro, 20 de Setembro de 2026

Correio do Brasil chega à 5.000ª edição com apoio maciço dos leitores

Por Gilberto de Souza - Se a missão de um jornal é levar aos seus leitores a história de seu tempo, o Correio do Brasil pode dizer que, após a edição de número 5.000, se mantém firme e no prumo. Entendemos que fazer Jornalismo é, diariamente, levar aos leitores a porção mais exata possível da realidade, nas notícias, e a opinião livre de quem escreve para o CdB.

Segunda, 09 de Setembro de 2013 às 21:03, por: CdB
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Se a missão de um jornal é levar aos seus leitores a história de seu tempo, o Correio do Brasil pode dizer que, após a edição de número 5.000, se mantém firme e no prumo. Entendemos que fazer Jornalismo é, diariamente, levar aos leitores a porção mais exata possível da realidade, nas notícias, e a opinião livre de quem escreve para o CdB. Nestes mais de 12 anos publicamos, até agora, 643.416 matérias. Desde a mais objetiva nota quanto ao trânsito que só faz piorar, nas principais capitais do país, às matérias exclusivas, de repercussão nacional que, mais do que apenas informar, levaram nossos leitores a pensar bem antes de escolher um caminho, um candidato, um investimento, a tomar uma decisão. Os leitores do CdB avaliaram melhor, por exemplo, a campanha de ódio que o candidato do PSDB José Serra, em 2010, tentou levantar contra a então adversária Dilma Rousseff na questão dos direitos da mulher, na religiosidade extremada, no conservadorismo mais retrógrado que já ameaçou a recente democracia brasileira. O CdB foi o primeiro jornal brasileiro a publicar a carta da artista plástica Sheila Canevacci Ribeiro à sua professora e mulher do então candidato tucano, Mônica Serra, na qual pedia que ela parasse de fazer acusações levianas à representante petista. A intenção do postulante ficou devassada diante da opinião pública nacional e a campanha seguiu um novo rumo, a partir dali, mais equilibrado e respeitoso com o eleitor. Assim, o Correio do Brasil, mais uma vez, cumpriu com a missão de informar aos concidadãos de forma séria, isenta e corajosa. Esta mesma posição de independência do CdB e a seriedade com que analisa e publica os fatos em suas páginas, diariamente, desde o dia 1º de Janeiro de 2000, no entanto, é o pesadelo do Departamento Comercial. Dizer a verdade, sem máscaras, a um público de mais de 20 milhões de brasileiros, segundo aferição do Google Analytics, em um país que se equilibra entre o escândalo dos bilhões de reais perdidos no propinoduto do Metrô paulista, o Brasil do faz-de-conta e do gigante que acorda mal humorado é pedir para não sair impune à sanha dos poderosos. É enfrentar o Golias, todas as tardes, por 5 mil dias, e permanecer de pé para a batalha do dia seguinte. Fazer Jornalismo independente no Brasil, hoje, não é fácil. Aliás; nunca foi. Se fosse, talvez o CdB nem existisse, pois ninguém da equipe está aqui para pedir sombra e água fresca, e é isso que deixa a mídia conservadora completamente atordoada. Se cada dia é uma batalha para os jornalistas do CdB, a luta é ainda mais severa para os trabalhadores que precisam enfrentar os ônibus lotados, os trens quebrados, a vida dura que começa nas primeiras horas da manhã até o cair da tarde, quando é distribuída a Edição Digital, aos assinantes, com o que será notícia no dia seguinte, nos jornais e principais emissoras de tevê que integram o cartel midiático em ação no país. E, melhor ainda, é ler o que o CdB publicou, às 15h, 16h, sob o ponto de vista de quem constrói esse país, seja no trabalho, nas escolas, nos campos, em todos os cantos onde chega o sinal da grande rede, e a versão publicada nos demais meios de comunicação, que enxergam a realidade brasileira sob o prisma das classes dominantes e abastadas. Confrontamos, todos os dias, o olhar dos 99% de brasileiros e a forma como o 1% restante acredita que seja este país. Não é à toa que, ao longo de mais de uma década, o número de leitores do CdB cresça em níveis exponenciais. Falar a verdade assim, apesar dos perigos, é o motivo de existir do Correio do Brasil. A determinação de noticiar os fatos como eles são, e não como um determinado grupo social, por mais influente que seja, gostaria que se parecessem é o que move o CdB a romper a barreira das 5 mil edições e seguir adiante. Não chegaríamos tão longe sem contar com a força dos leitores, que veem no jornal uma fonte de notícias relevantes, com opinião corajosa e a determinação de defender, como princípio, o direito de cada cidadão ser respeitado em sua dignidade, em sua diversidade, para que possamos construir um país pelo qual lutaremos, nas próximas 5 mil edições e sempre, para que seja mais justo, fraterno e igualitário. Gilberto de Souza é jornalista, editor-chefe do Correio do Brasil.
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Edições digital e impressa