Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Corregedoria e MP trabalham para conter abusos no Alemão

O desembargador Giuseppe Vitagliano que comanda a Corregedoria Geral Unificada, ouviu na última quinta-feira parentes de Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, chefe do tráfico do Alemão, que está foragido. Desde a ocupação, a casa da diarista J., mãe do bandido, foi revirada mais de 15 vezes por policiais civis e militares. O pai de Pezão, o porteiro aposentado M. e dois irmãos do traficante também prestaram depoimento.

Sexta, 03 de Dezembro de 2010 às 08:10, por: CdB

O desembargador Giuseppe Vitagliano que comanda a Corregedoria Geral Unificada,  ouviu na última quinta-feira parentes de Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, chefe do tráfico do Alemão, que está foragido. Desde a ocupação, a casa da diarista J., mãe do bandido, foi revirada mais de 15 vezes por policiais civis e militares. O pai de Pezão, o porteiro aposentado M. e dois irmãos do traficante também prestaram depoimento. A Ouvidoria montada no 16º BPM (Olaria) para receber denúncias de moradores dos complexos da Penha e do Alemão sobre os excessos cometidos por policiais já contabiliza 37 registros em três dias. Na última quinta-feira, na entrada da unidade, a Corregedoria colou um recado para os policiais envolvidos na operação: “Atenção, senhores policiais, por ordem do comando geral está proibido o uso de mochilas e celulares nas incursões ao Complexo do Alemão e proximidades”. Já o procurador-geral de Justiça em exercício, Carlos Antônio Navega, anunciou na última quinta-feira que as portas do Ministério Público Estadual (MP) estão abertas para moradores do Complexo do Alemão que quiserem denunciar abusos através do telefone 127, da Ouvidoria do órgão. Ele também pediu explicações à Secretaria de Segurança Pública sobre a queima de 33 toneladas de maconha, 235 quilos de cocaína, além de crack e lança-perfume. Ele disse que o promotor que atuou na queima das drogas não foi localizado pelo MP.

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