O ministro do Supremo Tribunal Federal, Maurício Corrêa, disse nesta quinta-feira que ainda não se deu por vencido na questão do teto para aposentadorias dos magistrados que entrarem para a profissão após a reforma da previdência entrar em vigor. "Acredito na reversibilidade deste quadro", disse o ministro no encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil, aberto nesta quinta em São Paulo.
Segundo o ministro, uma mudança na aposentadoria dos futuros magistrados não precisaria ocorrer de imediato. "Quem sabe daqui há dois ou três anos numa nova reforma, por isso eu não desanimo. Acho que um dia o Judiciário vai ser compreendido e isso poderá ser objeto de nova apreciação do Congresso", disse o presidente do STF.
Durante a cerimômina, Corrêa, admitindo que a imagem do Judiciário chegou ao fundo do poço, convocou todos os juízes do Brasil a abrirem suas portas à imprensa no dia 8 de dezembro (Dia da Justiça) para "explicar" o funcionamento do Judiciário. "Conclamamos os juízes brasileiros para que nos ajudem a melhorar nossa imagem, assim, tenho certeza que vamos melhorar o visual perante o povo brasileiro", afirmou o presidente do STF, entre as várias frases da qual admitia a "crise" pela qual passa o poder.
Corrêa também aproveitou para fazer uma cobrança ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Espero ainda ter no Supremo, o presidente da República. Se exacerbação houve, foi para que as pessoas soubessem que somos um poder da república, que tem de ser respeitado", disse o ministro, referindo-se aos desentendimentos públicos com o presidente e cobrando uma visita de Lula.