O corpo do empresário Marcos Kitano Matsunaga foi exumado nesta terça-feira, no Cemitério São Paulo, na Zona Oeste da capital paulista, para que seja novamente periciado pela Polícia Técnico-Científica. O corpo havia sido sepultado há cerca de nove meses.
O corpo do empresário Marcos Kitano Matsunaga foi exumado
O corpo do empresário Marcos Kitano Matsunaga foi exumado nesta terça-feira, no Cemitério São Paulo, na Zona Oeste da capital paulista, para que seja novamente periciado pela Polícia Técnico-Científica. O corpo havia sido sepultado há cerca de nove meses. Atendendo a pedido da defesa de Elize Araújo Kitano Matsunaga, que está presa preventivamente desde que confessou ter assassinado o marido em 19 de maio de 2012, a Justiça havia determinado uma nova perícia do Instituto Médico Legal (IML) nos restos mortais do ex-diretor executivo da Yoki.
De acordo com delegado Rui Karan, que acompanhou a exumação, o corpo de Marcos deve ficar por 15 dias no Instituto Médico Legal (IML). Após a análise, um novo laudo deverá ser emitido para que o juiz determine as qualificadoras do crime. O objetivo do IML é determinar o momento exato da morte do empresário do ramo alimentício. Os defensores da bacharel em direito alegaram haver dúvidas nos laudos se Marcos teria morrido instantaneamente em razão do tiro disparado pela mulher na cabeça dele ou se ainda estaria vivo após o disparo no momento em que era esquartejado por ela.
Advogado de Elize, Luciano Santoro, sustenta que ela não teve a intenção de matar Marcos. De acordo com ele, sua cliente atirou uma vez contra a vítima após ser agredida verbalmente e fisicamente após uma discussão onde descobriu a traição do marido. O Ministério Público, responsável por denunciar a viúva à Justiça, discorda, acredita que a mulher premeditou o crime e o matou para ficar com seu dinheiro, do seguro e da herança.
Conforme informações do portal G1, o juiz Adilson Paukoski Simoni autorizou a exumação em janeiro. Somente após os laudos da exumação é que o magistrado decidirá se Elize, que já é ré no processo, será submetida a júri popular pelo crime. Os resultados dos exames ainda não têm previsão para serem concluídos. Em junho do ano passado, laudo do IML, e que fez parte do inquérito da Polícia Civil, apontava que Marcos foi decapitado quando ainda estava vivo. Na ocasião, a defesa de Elize contestou os testes.
Marcos Matsunaga foi morto no dia 19 de maio de 2012, aos 42 anos. Ele era sócio da empresa alimentícia Yoki. Elize, atualmente com 31 anos, está presa na penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. A filha do casal, de 1 ano, está sob a guarda dos avós paternos. Desde que foi presa até agora, a ré não pôde ver a criança.
Apesar de Elize alegar que agiu sozinha no crime, a Promotoria desconfia que ela teve ajuda de outra pessoa. O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) instaurou novo inquérito para apurar a informação da perícia de que foi encontrado sangue de outro homem no local do crime. Até agora o caso não foi concluído.
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