Rio de Janeiro, 11 de Setembro de 2026

Corpo de brasileiro morto em Madri não tem previsão de ser liberado

Corpo de brasileiro morto em Madri não tem previsão de ser liberado

Domingo, 14 de Março de 2004 às 13:47, por: CdB

Segundo informações de amigos de Sérgio Santos da Silva que estão cuidando do translado do corpo do paranaense de 29 anos que estava entre as 200 vítimas dos atentados a estações de trem em Madri, na última quinta-feira, ainda não há previsão para liberação do corpo. Claudemir Janes, Ediene e Aparecido disseram que a expectativa é que isso só aconteça a partir da próxima terça-feira.

Sérgio fazia parte de um grupo de 40 pessoas que estava num dos vagões que explodiu. Para o reconhecimento do corpo foi feito um exame de DNA a partir da escova de dentes de Sérgio e de roupas usadas por ele.

Natural de São Tomé, no noroeste do Paraná, Sérgio estava há seis meses na Espanha e só há pouco tempo tinha conseguido um emprego com renda mensal, como mestre de obras em Madri. Como ele, cerca de 20 pessoas de São Tomé moram e trabalham em Madri. Antes de tentar a sorte na Europa, Sérgio trabalhava como operário na empresa de beneficiamento de mandioca instalada na cidade paranaense, onde ganhava R$ 350 por mês.

Em São Tomé, que tem cerca de cinco mil habitantes, o clima é de comoção e solidariedade com a família. A tia que criou Sergio, Maria Aparecida dos Santos Cordeiro, e a viúva, Sara Alves da Silva, 21 anos, estão inconformadas com a situação. Evangélico, Sergio era casado há cinco anos com Sara e tinha um filho de quatro anos.

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