Rio de Janeiro, 22 de Agosto de 2026

Coro pró-corte orçamentário alto não desiste

Quinta, 13 de Janeiro de 2011 às 15:10, por: CdB

Não adianta a pressão para que o governo amplie o corte orçamentário este ano e que ele seja feito de forma linear, burra, como na época tucana. Disfarçando sua preocupação com a surrada história de que há riscos de volta da inflação, os conservadores querem que seja de R$ 40 bi a R$ 60 bi, mas essa é uma proposta e uma política claramente derrotada na eleição do ano passado. Vão prevalecer as diretrizes de governos do PT, que não cortam em investimentos e nem em programas e áreas sociais.

A presidenta Dilma Rousseff já decidiu, muito acertadamente, que todo o corte terá de ser feito apenas em custeio - em áreas/rubricas como viagens, diárias, carros, gasolina, aluguéis e reformas, dentre outras - e que o PAC é intocável. Nenhum centavo deverá ser retirado do programa na reunião ministerial desta 6ª feira para tratar da revisão orçamentária.

Na reunião de amanhã, além de recomendar aos ministros que façam uma rigorosa revisão dos gastos com custeio em suas respetivas áreas, a presidenta deverá anunciar um prazo - que deverá ser até o início de fevereiro - para que cada um entregue sua lista de cortes. Embora ainda esteja em discussão e o governo ainda não tenha definido o montante da contenção orçamentária de 2011, é tranquilizador que a presidenta e os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior garantam antecipadamente a disposição de preservar integralmente os recursos para investimentos, sobretudo os do PAC.

 

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