O Corinthians já conversou com Mário Sérgio e pode anunciar a chegada do técnico a qualquer momento. Ele receberá o mesmo salário de Oswaldo de Oliveira, que foi demitido no auge da crise do clube: R$ 70 mil. A intenção é dar tempo ao novo treinador para que ele prepare a equipe para o clássico contra o São Paulo no domingo.
O diretor de futebol, Paulo Angioni, deu a entender quem era o preferido. "É um técnico que conhece o Corinthians."
A contratação está nas mãos do novo dirigente, já que Antonio Roque Citadini ficará longe dos assuntos do futebol, principalmente das contratações, como exigiu a torcida organizada Gaviões da Fiel em reunião com o presidente Alberto Dualib.
Mário Sérgio já dirigiu o time em 93, quando terminou o Campeonato Brasileiro em terceiro lugar, com apenas uma derrota. Voltou no começo de 95 e saiu ainda no começo do Campeonato Paulista, por divergências com a diretoria. A equipe não estava em um mau momento dentro de campo e acabou campeã paulista e da Copa do Brasil daquele ano, com Eduardo Amorim no comando.
Além disso, foi executivo do Banco Excel em 97, quando o patrocinador participava diretamente das contratações do Corinthians. Na época, Angioni era diretor de futebol do clube.
Se o ex-treinador do Atlético-PR não acertar, Tite, também desempregado, deve ser o procurado. Mas o técnico gaúcho conta com a antipatia de parte da diretoria, por ter recusado um convite do clube em fevereiro, como ele mesmo confirmou.
"Não aceitei naquela época porque negociava para trabalhar no futebol japonês." Outro fator atrapalha: sua comissão técnica tem seis pessoas e é considerada muito cara.