Após a eliminação da Copa Libertadores da América e o quebra-quebra promovido por sua torcida, o Corinthians suspendeu o treino e a reapresentação dos jogadores, nesta sexta-feira, no Parque São Jorge.
Antes da decisão, em medida de emergência, 40 agentes já haviam sido contratados para garantir a segurança dos jogadores.
A intenção era afastar o máximo possível os torcedores, que se encontram na porta da sede corintiano, dos atletas que deveriam chegar ao clube ainda na parte da manhã.
Na madrugada de quarta-feira para quinta, torcedores quebraram uma porta de vidro do hall de entrada do clube corintiano.
A venda de ingressos para o clássico contra o São Paulo, no domingo, foi suspensa por tempo indeterminado. Com o local da partida indefinido, o time alvinegro cogita até mesmo o cancelamento do jogo.
De acordo com a diretoria corintiana, não haveira tempo hábil para mudar toda a logística da partida para o estádio do Morumbi ou para o interior.
A violência registrada na noite de quarta-feira contrasta com a tranqüilidade dos protestos na porta do Parque São Jorge nesta manhã.
Poucos torcedores da torcida Gaviões da Fiel seguem fazendo suas reclamações. Dentre as reivindicações estão a volta imediata de Marcelino Carioca ao elenco e o afastamento de Ricardinho, Coelho e Betão.
O iraniano Kia Joorabchian, que comanda a parceira MSI, também é cobrado. Os corintianos querem uma reunião para pedir mais reforços e saber por que ele deixou o estádio do Pacaembu antes do fim da partida.