Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Coreias do Norte e do Sul marcam reunião prévia em busca de acordo

Sábado, 08 de Junho de 2013 às 07:19, por: CdB
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Líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un participa das negociações de paz com os vizinhos do Sul
Os governos das Coreias do Norte e do Sul concordaram, nesta tarde, em fazer uma reunião durante o domingo, na região de Panmunjom, na fronteira entre os dois países. A conversa ocorre três dias antes da reunião marcada para quarta-feira em busca do fim do impasse e do clima de tensão na Península Coreana. No encontro, também deve ser analisada a reabertura do complexo industrial de Kaesong. Cada uma das duas Coreias enviará três delegados a Panmunjom para as negociações em nível ministerial no dia 12, em Seul.  O Comitê para a Reconciliação Pacífica da Coreia do Norte informou, em comunicado, que são necessários contatos prévios para definir alguns temas. As autoridades das Coreias do Sul e do Norte marcaram para quarta-feira a reunião destinada a buscar uma solução pacífica para o fim do impasse envolvendo o complexo industrial de Kaesong e o encontro de famílias separadas pelo fim da Guerra da Coreia, em 1953. A proposta da reunião foi apresentada pelo ministro da Unificação sul-coreano, Ryoo Kihl-jae. As últimas reuniões com o mesmo propósito foram organizados pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, em 2010. A iniciativa desta vez ocorre em meio à tensão provocada pela ameaça norte-coreana de deflagrar uma guerra nuclear na Península Coreana. Oferta de paz Na véspera, o governo da Coreia do Sul anunciou que foi aceita a proposta da Coreia do Norte de dar início às negociações na tentativa de encerrar o impasse e o clima de tensão na região. As conversas ocorrem no momento em que há a ameaça de uma guerra nuclear, deflagrada pelos norte-coreanos. A ideia é retomar as atividades no complexo industrial de Kaesong, única parceria entre as duas Coreias, encerradas temporariamente no mês passado. No local, cerca de 50 mil operários norte-coreanos trabalham em fábricas sul-coreanas. A parceria rende lucros para os dois países. As Coreias vivem sob clima de conflito desde 2003, quando houve uma guerra (1950-1953), iniciando a separação entre os dois países e mantendo a chamada zona desmilitarizada. A Coreia do Norte é um Estado comunista e o mais isolado pelas potências do Ocidente, embora mantenha firmes laços de amizade com os chineses e outros países não alinhados. Já a Coreia do Sul, aliada dos EUA, estabeleceu um Estado capitalista, governado em um sistema  liberal que inseriu sua economia junto às nações ricas da Europa e América do Norte. Famílias reunidas Em comunicado, o Ministério da Unificação da Coreia do Sul, responsável pela articulação de negociações com a Coreia do Norte, confirmou a intenção de iniciar o diálogo: "(O governo da Coreia do Sul) recebe positivamente a proposta de discussões oficiais da Coreia do Norte", diz o texto. "Esperamos que a Coreia do Sul e a Coreia do Norte aproveitem essa oportunidade para construir uma relação de confiança mútua", acrescenta. O governo da Coreia do Norte, em comunicado divulgado pela agência estatal de notícias KCNA, por meio da Comissão para a Reunificação Pacífica (cuja sigla em inglês é CPRK), que é responsável pelas relações com os sul-coreanos, propôs iniciar negociações, especificamente, sobre o complexo industrial de Kaesong e também uma reunião de famílias separadas pelo fim da Guerra da Coreia, em 1953. O CPRK não detalhou o nível de representação para essas negociações e deixou a Seul a escolha de um local e uma data. "As questões humanitárias, como a reunião das famílias separadas, podem ser debatidas nas negociações, se necessário", diz o comunicado da CPRK.
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