Rio de Janeiro, 02 de Setembro de 2026

Coréia e Japão mantêm planos de enviar soldados ao Iraque

Segunda, 01 de Dezembro de 2003 às 06:38, por: CdB

Japão e Coréia do Sul disseram na segunda-feira que continuam determinados a mandar tropas ao Iraque, apesar das mortes do fim de semana e das dúvidas da população a respeito das operações no país.

Nenhum dos dois países pretende enviar muitos soldados nem participar de ações de combate, mas o gesto é significativo para as forças de coalizão, que querem convencer outros países a participar.

Dois diplomatas japoneses foram mortos em uma emboscada no sábado, quando se dirigiam a uma conferência sobre reconstrução iraquiana em Tikrit. Dois sul-coreanos também foram mortos a tiros perto da cidade natal do presidente deposto Saddam Hussein.

"Não há mudança em nossa posição'', garantiu o primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, reeleito no mês passado. ``Não podemos nos assustar com a intenção dos terroristas de impedir o esforço de reconstrução e de causar confusão.''

O premiê não indicou quando as tropas poderão ser mandadas.

A Coréia do Sul também manterá os planos de enviar mais soldados ao Iraque, apesar da morte de civis sul-coreanos no domingo, disse o ministro das Relações Exteriores, Yoon Young-kwan.

"Não há mudança em nosso plano original'', disse Yoon, que é membro do Conselho de Segurança Nacional da Coréia do Sul.

Ele afirmou que ainda não está claro se as vítimas sul-coreanas -- dois mortos e dois feridos -- foram atingidas por causa do apoio de Seul aos EUA.

"Apesar do incidente trágico, não vamos nos curvar à violência ou às mortes'', declarou a Chancelaria.

Muitos sul-coreanos não aprovam o envio de mais tropas e a oposição cresceu desde os últimos ataques.

A Coréia do Sul mantém atualmente 675 soldados ligados às áreas de engenharia e medicina no Iraque. O primeiro-ministro Goh Kun disse na semana passada que o número poderá chegar a 3.000 e não se limitar somente a forças não-combatentes.

Uma pesquisa publicada na segunda-feira no Japão mostrou que a maior parte da população é contra o envio de soldados, pelo menos até que a segurança melhore.

Somente nove por cento dos 1.036 entrevistados declararam ser favoráveis ao envio em breve.

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