A economia sul-coreana vive seu pior momento na crise econômica sem precedentes que atinge a Ásia. Além da queda acentuada na demanda, o mercado doméstico perde poder de compra e se retrai. Segundo o Ministério da Economia, novas medidas deverão ser adotadas para evitar um desastre ainda maior nas nas exportações, ao longo de 2009, segundo anúncio feito nesta sexta-feira.
"A economia sul-coreana está diante de uma crise sem precedentes, com a demanda doméstica e as exportações, os dois pilares do crescimento econômico, caindo ao mesmo tempo", diz o ministério, em seu relatório anual, encaminhado ao presidente do país, Lee Myung-bak.
De acordo com o documento, o ministério tentará elevar as exportações do país para US$ 450 bilhões em 2009, contra os cerca de US$ 430 bilhões projetados para este ano. Ao longo do último mês, as exportações do país foram reduzidas em 19%, se comparadas ao ano anterior. As vendas para a China, principal destino dos produtos da Coréia do Sul, cairam um terço em níveis do ano passado.
O Banco Central da Coréia do Sul, no entanto, ainda acredita que este ano fecha com um crescimento de 3,7% no Produto Interno Bruto (PIB - soma de todas as riquezas produzidas), o que se situa em 0,9 ponto percentual a menos do que previa em julho, antes o recrudecimento da crise, exposta em setembro com o pedido de concordata do banco de investimento norte-americano Lehman Brothers.