Coreia do Sul registra mais duas mortes pelo surto de síndrome respiratória
O Ministério da Saúde da Coreia do Sul registrou nesta segunda-feira mais duas mortes pelo surto de Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), que a Organização Mundial da Saúde disse ser "grande e complexo", elevando para 27 o número de mortes no país.
O surto na Coreia do Sul foi atribuído a um homem de 68 anos que retornou de uma viagem ao Oriente Médio
O Ministério da Saúde da Coreia do Sul registrou nesta segunda-feira mais duas mortes pelo surto de Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), que a Organização Mundial da Saúde disse ser "grande e complexo", elevando para 27 o número de mortes no país.
A Tailândia, que relatou o primeiro caso na semana passada, disse que não foram registrados novos doentes, aumentando as esperanças de que o vírus tenha sido contido. A vizinha Malásia anunciou que intensificou o rastreamento sanitário em todos os pontos de entrada no país.
O surto na Coreia do Sul foi atribuído a um homem de 68 anos que retornou de uma viagem ao Oriente Médio no início de maio e procurou ajuda médica em diferentes hospitais antes de ser diagnosticado com o vírus da mers.
O ministério da Saúde em Seul confirmou três novos casos, elevando o total para 172 em um surto que é o maior fora da Arábia Saudita, mas mostra sinais de desaceleração em razão do amplo alcance das medidas de controle.
O vírus mers foi identificado pela primeira vez em humanos na Arábia Saudita em 2012 e a maioria dos casos foi registrado no Oriente Médio.
Como o vírus é contraído
Embora acredite-se que o vírus tenha sido originalmente transmitido aos humanos via animais, o contato homem a homem tem sido o maior colaborador para a disseminação. Entretanto, a maioria das pessoas que têm contato com infectados raramente contrai o vírus.
Aproximadamente 36% dos casos de mers em todo o mundo resultaram em morte. Na Coreia do Sul, o número é significativamente menor, com apenas 10% de óbitos entre os infectados.
Em meio aos esforços para conter a disseminação da doença, o número de casos registrados tem caído após atingir o pico no início de junho. Segundo o virologista Christian Drosten, o vírus não se apresenta “imediatamente perigoso para a Europa.”
De acordo com a OMS, não há vacinas ou tratamentos antivirais para a doença. Os sistemas de saúde ajudam a aliviar os sintomas e fornecem serviços de quarentena, mas o vírus, uma vez contraído, não pode ser contido: é necessário esperar que ele deixe o corpo.
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