A Coreia do Sul planeja exportar cerca de 80 reatores nucleares até 2030 - negócio que giraria em torno dos US$ 400 bilhões -, segundo informou o ministério da Economia do Conhecimento do país. Esta marca faria da Coreia do Sul o terceiro maior fornecedor de reatores, com uma participação de 20% no mercado global.
– Os negócios relacionados à energia nuclear formam um dos mercados mais rentáveis, atrás apenas do setor automobilístico e de construção naval. Dessa forma, queremos levar esta indústria à exportação –, diz o relatório do ministério enviado ao presidente Lee Myung-bak.
A cota de 20% do mercado global levaria o país a um nível similar ao da Rússia, atrás apenas dos líderes do setor, França e Estados Unidos.
O ministério disse ainda que a Coreia do Sul deverá "personalizar" estratégias de exportação para atender as necessidade de cada país, atingir a auto-suficiência tecnológica para reforçar a competitividade, treinar mais engenheiros e criar condições para garantir um fornecimento estável de combustível. O país planeja se tornar auto-suficiente em tecnologia de reatores nucleares até 2012.
De acordo com o vice-ministro da Economia do Conhecimento, Kim Young-Hak, a Coreia do Sul deverá também investir nos reatores concebidos internamente, para que eles possam ser mais eficientes e gerar menores custos. Ainda segundo Kim, o país quer assinar acordos para a construção de dez novos reatores até 2012, número que inclui o recente pedido dos Emirados Árabes para o fornecimento de quatro deles.
Além de exportar reatores, a Coreia do Sul pretende também ingressar no mercado de operação, manutenção e reparo de reatores.
– Há uma crescente demanda por revisões e extensões de vida para os reatores –, conclui Kim.