Ataques cibernéticos continuam atingindo a Coreia do Sul com o bloqueio de vários sites no país. Um dos maiores bancos sul-coreanos, um grande jornal e a agência de inteligência do país teriam sido alguns dos atingidos pelos ataques. Há suspeitas de que as ações estejam sendo organizadas pela Coreia do Norte.
Os Estados Unidos também já sofreram invasões similares no começo da semana em sites como os da Casa Branca e do Pentágono.
Os ataques afetam apenas os sites públicos na internet, e não representam outras ameaças de segurança. Apesar das especulações, não há provas de que a Coreia do Norte esteja envolvida nos ciberataques. Há relatos, no entanto, que sugerem a existência de uma unidade militar no país que conta com cerca de mil hackers.
A Coreia do Sul anunciou que vai acelerar a implementação de uma unidade de ciberguerra para conter as ações.
A NYSE Euronext informou que autoridades alertaram que seu site sofreu um ataque de tipo "negação de serviço" ("denial of service").
Segundo a operadora da bolsa, o ataque não afetou e "não poderia afetar os sistemas de negociação e de dados dos mercados operados pela NYSE Euronext".
Após o alerta, as ações da companhia chegaram a cair 5%. A companhia informou que está trabalhando com autoridades sobre o caso.
Ataques de negação de serviço são promovidos com o objetivo de fazer servidores de sites pararem de responder a pedidos de informações dos usuários. O ataque é promovido por meio de uma sobrecarga de requisições coordenada que esgota a capacidade de servidores de responder a usuários legítimos.