Rio de Janeiro, 11 de Janeiro de 2026

Coreia do Sul e EUA encerram maiores manobras conjuntas

Os exércitos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos finalizaram neste domingo suas manobras anuais conjuntas Foal Eagle (filhote de águia, em inglês), que neste ano foram as maiores

Domingo, 30 de Abril de 2017 às 08:21, por: CdB

EUA e Coreia do Sul finalizam maiores exercícios militares já realizados na península coreana. Na disputa com Pyongyang, presidente norte-americano, Donald Trump, volta a elogiar China, aliada tradicional da Coreia do Norte

Por Redação, com DW - de Washington/Seul:

Os exércitos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos finalizaram neste domingo suas manobras anuais conjuntas Foal Eagle (filhote de águia, em inglês), que neste ano foram as maiores que já aconteceram e coincidiram com um período de máxima tensão na península coreana.

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Manobras conjuntas entre EUA e Coreia do Sul tiveram início em março

As autoridades militares da Coreia do Sul anunciaram que os exercícios Foal Eagle, que envolveram forças de infantaria, navais e aéreas sul-coreanas e norte-americanas.Foram concluídos neste domingo "como estava previsto". Informou a agência de notícias Yonhap.

Nos exercícios deste ano, que começaram no início de março, participaram mais de 10 mil soldados norte-americanos. E centenas de milhares de efetivos sul-coreanos. O que os converteu nos maiores deste tipo já realizados na Península da Coreia.

O regime da Coreia do Norte, que considera as manobras um ensaio para a invasão de seu território, criticou com firmeza os exercícios militares. Além disso, coincidiram com um período de especial tensão entre Washington e Pyongyang.

O término dos exercícios conjuntos acontece um dia depois que o regime norte-coreano realizou seu último teste de mísseis. O lançamento de um projétil balístico que explodiu poucos minutos após a decolagem. Segundo confirmaram Washington e Seul.

China e Coreia do Norte

Na disputa com a Coreia do Norte, o presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a elogiar o seu colega de pasta chinês, Xi Jinping. Em entrevista que deverá ir ao ar neste domingo pela emissora CBS. "Também Xi faz pressão sobre a Coreia do Norte", declarou Trump.

O presidente americano declarou ainda que "não se alegraria" com um novo teste nuclear por parte de Pyongyang. "E eu também não acredito que o presidente chinês, que é uma pessoa muito estimada, estaria contente", acrescentou Trump.

Quanto à pergunta se ele levaria em consideração uma reação militar no caso de um novo teste nuclear, o presidente norte-americano respondeu: "Não sei. Quero dizer, vamos ver."

Testes norte-coreanos

A China é o aliado mais próximo da Coreia do Norte. Recentemente, o governo norte-americano exortou Pequim a forçar que a Coreia do Norte abandone seu programa nuclear e de mísseis. Trump já advertiu diversas vezes que, se necessário, Washington iria agir unilateralmente contra Pyongyang, sem descartas ações militares.

Em reação ao lançamento fracassado de um foguete norte-coreano no sábado, o presidente dos Estados Unidos já havia se referido à China, afirmando que, com seu novo teste, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, desrespeitara Pequim. "A Coreia do Norte não respeitou a vontade da China nem de seu estimado presidente [Xi Jinping] ao lançar hoje, embora sem sucesso, um míssil", disse Trump, em mensagem no Twitter.

Desde 2006, a Coreia do Norte já realizou cinco testes nucleares, segundo informações próprias, incluindo dois no ano passado. Ao mesmo tempo, a liderança em Pyongyang trabalha no desenvolvimento de foguetes de longo alcance, que poderiam alcançar os EUA equipados com ogivas nucleares.

Neste sábado, o porta-aviões norte-americano USS Carl Vinson chegou à costa da península coreana, participando de exercícios conjuntos com a Marinha sul-coreana.

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