Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Coréia do Norte promete não vender material nuclear à Al Qaeda

Terça, 04 de Maio de 2004 às 06:07, por: CdB

A Coréia do Norte prometeu não vender material nuclear à rede terrorista Al-Qaeda e pediu amizade dos Estados Unidos, segundo informa a edição desta terça-feira do jornal "Financial Times".

O jornal diz que altos funcionários do governo de Pyongyang relataram propostas para solução do impasse em torno do programa nuclear norte-coreano em uma série de entrevistas com o analista Selig Harrison, estudioso da situação das Coréias.

Em uma reportagem de Harrison publicado no jornal, líderes norte-coreanos condenaram a Al-Qaeda e rejeitaram acusações de que pretendam transferir tecnologia nuclear a outros países.

"Estamos no direito de vender mísseis para ganhar moeda estrangeira", disse Kim Yong-nam, o segundo na hierarquia do governo norte-coreano, abaixo do líder Kim Jong-il. "Mas a respeito a material nuclear, nossa política é que nunca permitiríamos tais transferências à Al-Qaeda ou qualquer um. Nunca."

No mês passado, o vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, disse em um discurso que a Coréia do Norte poderia fornecer tecnologia nuclear a organizações terroristas e que a Al-Qaeda buscara armas nucleares no passado.

Ao falar ao "Financial Times", o ministro de Relações Exteriores norte coreano, Paik Nam-soon, condenou a Al-Qaeda e "todas as formas de terrorismo". Ele acusou o presidente dos EUA, George W. Bush, de usar o 11 de Setembro para voltar os americanos contra a Coréia do Norte.

"A verdade é que queremos e precisamos de sua amizade", disse o ministro a Harrison.

A crise em torno no programa nuclear norte-coreano emergiu em outubro de 2002, quando autoridades americanas relataram que a Coréia do Norte reconhecera que estava trabalhando em um programa de enriquecimento de urânio com fins bélicos, violando acordos internacionais.

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