A Coreia do Norte decidiu, nesta terça-feira, libertar duas jornalistas norte-americanas, depois de o ex-presidente dos EUA Bill Clinton fazer uma visita ao premiê Kim Jong-il, segundo a agência norte-coreana de notícias KCNA.
Foi o contato de mais alto nível entre EUA e Coreia do Norte desde que Clinton era presidente, no começo da década. A KCNA disse que Clinton deixou a Coreia do Norte logo depois de Kim decretar um "perdão especial" às jornalistas Euna Lee, de 36 anos, e Laura Ling, de 32, presas em março, sob acusação de entrarem ilegalmente no território norte-coreano quando faziam uma reportagem sobre tráfico de mulheres, na fronteira entre China e Coreia do Norte.
A dupla trabalha para o canal Current TV, fundado por Al Gore, que foi vice de Clinton. Em julho, as duas jornalistas foram condenadas as 12 anos de trabalhos forçados.
"As famílias de Laura Ling e Euna Lee estão transbordando de felicidade com a notícia do perdão", disse nota divulgada em um site criado para apoiar as duas jornalistas. A nota expressa gratidão ao presidente Barack Obama e a vários funcionários do governo, além de agradecer a Clinton "por assumir uma missão tão árdua".
Mas não houve informações sobre o que mais Clinton discutiu nesta visita, que deu algo que Kim deseja avidamente - atenção direta dos EUA e uma visita de um emissário bem posicionado.
A KCNA disse que Clinton "transmitiu de forma cortês uma mensagem verbal (...) de Obama expressando profundo agradecimento (pelo perdão às jornalistas) e refletindo opiniões sobre formas de melhorar as relações entre os dois países".