Rio de Janeiro, 30 de Setembro de 2026

Coreia do Norte lança míssil e ameaça tomar novas medidas

Sexta, 29 de Maio de 2009 às 07:07, por: CdB

A Coreia do Norte testou na sexta-feira mais um míssil de curto alcance na sua costa leste e disse que tomará outras "medidas de autodefesa" caso o Conselho de Segurança da ONU puna o país por seu teste nuclear desta semana.

A Coreia do Sul disse que o Norte, cada vez mais agressivo, pode estar preparando novas ações, depois que barcos pesqueiros chineses foram vistos deixando uma área disputada da fronteira marítima na costa oeste da península.

Coreia do Sul e EUA elevaram seu nível de alerta militar na região depois que o isolado regime comunista lançou mísseis e ameaçou uma guerra, depois de fazer um teste nuclear na segunda-feira.

Muitos especulam que agora o Norte poderia provocar uma escaramuça naval nas águas disputadas, muito procuradas nesta época por barcos que pescam caranguejos. Em Nova York, Estados Unidos e Japão apresentaram uma proposta de resolução aos principais integrantes do Conselho de Segurança da ONU, condenando o novo teste nuclear norte-coreano e exigindo um rígido cumprimento das sanções adotadas após o primeiro teste, em 2006.

Em sua primeira reação à ameaça de novas punições, a Coreia do Norte disse que adotaria "medidas de autodefesa" não especificadas e consideraria anulado o armistício em vigor desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53). Pyongyang já havia dito que o armistício estava morto.

Uma fonte governamental sul-coreana não identificada disse à agência de notícias Yonhap que o Norte disparou um foguete de curto alcance na sua base de Musudan-ri. Foi o quinto míssil disparado desde o teste nuclear de segunda-feira. A maioria desses artefatos tem supostamente um alcance em torno de 130 quilômetros.

A escalada de tensões teve pouco impacto no mercado financeiro em Seul, que já havia sido abalado pelo teste nuclear no começo da semana. Operadores disseram que, desde que não haja um confronto armado, a retórica agressiva de Pyongyang não é suficiente para afugentar os investidores.

Nos últimos dez anos, as duas Coreias travaram duas violentas batalhas navais em águas disputadas, e o Norte alerta que isso pode se repetir em breve.

– Nossas forças estão assistindo a esses movimentos (de barcos pesqueiros chineses) com a visão de que podem ser sinais que indicam a possibilidade de agressão da Coreia do Norte – disse um porta-voz do Ministério da Defesa.

Os confrontos de 1999 e 2002 ocorreram em junho, auge da temporada do caranguejo, que dura três meses. Nessa época, os barcos procuram os lugares mais produtivos dentro das águas disputadas.

– Agora que se fala... numa guerra total, nós, pescadores, estamos preocupados – disse Kim Jae-sik, de 48 anos, que vive na ilha de Yeonpyeong, administrada por Seul, mas reivindicada por Pyongyang.

– Hoje em dia, quando saímos, sabemos que estamos enfrentando perigos – completou.

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