Rio de Janeiro, 22 de Maio de 2026

Coréia do Norte impõe condições para voltar a dialogar

Quarta, 08 de Junho de 2005 às 06:59, por: CdB

O governo da Coréia do Norte disse nesta quarta-feira que sua volta à mesa de conversações multilaterais sobre seu programa de armas nucleares "depende totalmente" dos Estados Unidos e da resposta de Washington às suas exigências. 

Um comunicado divulgado pelo Ministério de Assuntos Exteriores norte-coreano através da  Agência Central de Notícias do Norte (KCNA), captado pela agência sul-coreana Yonhap, disse que o secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, é um "estúpido" por manter a hostilidade como estratégia.

Estas declarações parecem esfriar o otimismo provocado pela reunião realizada na última segunda-feira entre diplomatas norte-coreanos e americanos na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York. Neste encontro, o segundo em apenas 15 dias, compareceram o enviado do Departamento de Estado americano para Coréia do Norte, Joseph De Trani, e o embaixador norte-coreano na ONU.

A Secretaria de Estado americana afirmou por meio de seu porta-voz, Sean McCormack, que os representantes de Pyongyang "disseram (nos contatos de Nova York) que voltariam às conversações".

Pouco depois, o embaixador chinês na ONU, Wang Guangya, disse também que a volta da Coréia do Norte ao diálogo sobre seu programa nuclear militar com Coréia do Sul, Japão, China, EUA e Rússia, poderia ser ocorrer em breve, "talvez nas próximas semanas".

No entanto, na mensagem enviada esta quarta-feira, o regime comunista deixou claro que o retorno dessas conversações depende exclusivamente dos EUA.

O diálogo multilateral depende "da resposta dos EUA à demanda da República Democrática Popular da Coréia do Norte", disse o porta-voz de Exteriores de Pyongyang.

Segundo o comunicado, os EUA "insultam e provocam ao mesmo tempo em que são produzidos contatos bilaterais ao reatamento das conversações".

A mensagem oficial norte-coreana foi especialmente dura com o secretário de Defesa americano, acusado de vilipendiar o regime comunista dirigido por Kim Jong-il e de chamar a Coréia do Norte de um "país miserável, que só serve para fabricar armas".

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