O governo da Coréia do Norte convidou para uma visita ao país o americano Christopher Hill, chefe da equipe de negociadores americanos que discutem o programa nuclear e militar norte-coreano com outros cinco países.
Os norte-coreanos afirmam, no entanto, que a entrada de Hill no país só será aceita caso o governo americano cumpra a sua parte no acordo fechado em setembro do ano passado, que previa programas de ajuda à Coréia do Norte, além de reconhecimento na área diplomática e garantias de segurança.
Por sua vez, o americano Christopher Hill disse estar disposto a negociar com os norte-coreanos desde que a conversa faça parte das negociações multilaterais.
Hill, no entanto, não descartou um encontro bilateral com o líder Kim Jong-il. Os Estados Unidos nunca enviaram um representante à Coréia do Norte. As negociações sobre o programa nuclear da Coréia do Norte estão paradas há meses.
<b>Reatores</b>
No acordo de setembro passado, os Estados Unidos se comprometiam a fornecer reatores de água pressurizada leves para auxiliar na produção pacífica de energia em usinas nucleares.
Em contrapartida, os norte-coreanos teriam que comprovar o desmantelamento do seu programa nuclear.
A Coréia do Norte diz que os americanos devem entregar os reatores antes. O governo de Kim Jong-il vem tentando atrair os americanos para negociações bilaterais há anos.
De acordo com o analista Park Young-ho, do Instituto Nacional da Coréia para a Unificação, em Seoul, na Coréia do sul, o momento do convite a Hill foi bem oportuno.
- A Coréia do Norte pode muito bem estar pensando que, já que o presidente George W. Bush está em dificuldades às vésperas de uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear do Irã, as chances norte-coreanas de um diálogo direito são maiores do que nunca - disse Young-ho.