Rio de Janeiro, 19 de Setembro de 2026

Coreia do Norte entra em alerta militar diante manobras do Sul

Terça, 08 de Outubro de 2013 às 02:12, por: CdB
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Um porta-aviões norte-americano inicia os preparativos para mais uma manobra em águas próximas à Coreia do Norte
O governo da Coreia do Norte ordenou que as tropas fiquem em alerta para iniciar as operações em resposta às manobras militares que a Coreia do Sul, os Estados Unidos e o Japão deram início, nesta terça-feira, em águas sul-coreanas. Todas as unidades do Exército Popular norte-coreano receberam a chamada “ordem de emergência” para estar preparadas para "iniciar rapidamente operações em qualquer momento, vigiando de perto cada movimento dos agressores”, diz comunicado publicado na agência estatal norte-coreana KCNA. A Coreia do Sul, os Estados Unidos e o Japão fazem manobras navais conjuntas de três dias em águas sul-coreanas, com a participação do porta-aviões de propulsão nuclear USS George Washington. O governo norte-coreano acusou os norte-americanos de divulgar “puras mentiras” ao negar que há uma política hostil em relação à Coreia do Norte. A Coreia do Norte qualificou a presença do porta-aviões norte-americano em águas sul-coreanas como uma ameaça de ataque nuclear. Para as autoridades norte-americanas, as ações dos Estados Unidos poderão causar “os desastres mais imprevisíveis”, de acordo com o comunicado publicado na KCNA. As manobras navais tripartidas estão marcadas para esta terça-feira, se a ameaça de um tufão na área for afastada, diz a AFP. Entre as embarcações envolvidas nos exercícios está o submarino a propulsão nuclear USS George Washington. – As unidades de todos os níveis de serviços e militares do EPC receberam uma ordem de emergência para reexaminar os planos de operações já ratificados e manter-se totalmente preparados para lançar um ataque imediato a qualquer altura. Os EUA serão totalmente responsáveis da catástrofe atroz contra as suas forças de agressão imperialistas – revelou o porta-voz, em declarações à agência governamental KCNA. Pyongyang está prestes a renovar um reator nuclear em Yongbyon, de acordo com fontes russas e norte-americanas, citadas pela agência francesa de notícias AFP, que estaria em “condições terríveis”. Segundo a agência inglesa de notícias Reuters, os EUA e a Coreia do Sul tem realizado este tipo de exercícios conjuntos entre os aliados regionais de forma “cada vez mais frequentes”, esclareceu um porta-voz do exército norte-americano. Na segunda-feira, o ministro da Defesa da Coreia do Sul afirmou que se tratava de um exercício de rotina e que seria "errado" qualquer crítica da parte dos seus vizinhos do Norte. O tom elevado na resposta da Coreia do Norte às atividades bélicas do vizinho do Sul deve-se, no entanto, à prática militar que os EUA desenvolvem na península. Em 2010, diante das manobras iminentes dos EUA em uma área ainda em disputa entre o Norte e o Sul, Pyongyang lançou um ataque surpresa que provocou a morte de 50 pessoas, entre civis e militares, naquele que foi uma ação sem precedentes desde a Guerra da Coreia (1950-53). – O Norte tenta simplesmente atrair as atenções do planeta para o fato de que está vigiando, de perto, estas manobras. Querem também alertar a sua população para as ameaças contra a sua segurança, provenientes dos EUA, da Coreia do Sul e do Japão, e preparar o terreno para poderem rejeitar a responsabilidade em caso de um novo pico de tensões – observa o professor da Universidade de Estudos Norte-Coreanos em Seul, Yang Moo-Jin, citado pela AFP. Uma tentativa de aproximação entre os dois países da península coreana levou à reabertura do complexo de Kaesong gerido em conjunto entre o Norte e o Sul, em Agosto, mas desde então as conversações pouco mais foram adiante. Os Estados Unidos têm 28,5 mil soldados na Coreia do Sul e comprometem-se a ajudar o país em caso de conflito com o Norte. A Guerra da Coreia (1950-1953) terminou com um armistício e não com um tratado de paz.  
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