O secretário-assistente de Estado americano, Christopher Hill, disse que a transferência de US$ 24 milhões teria apenas sido atrasada por problemas técnicos em bancos russos.
A crise por causa dessas verbas - que segundo os americanos seriam produto de contrabando e falsificação - começou há quase dois anos. Desde então, nenhum banco quis se responsabilizar pela transferência.
Na quinta-feira, funcionários do governo macauense disseram que o dinheiro fora transferido do Banco Delta Asia (BDA) para o Federal Reserve, o banco central americano.
Conexão russa
De lá, os fundos seriam repassados a uma conta da Coréia do Norte na Rússia.
Depois do anúncio de Hill, uma nota publicada pela agência de notícias oficial da Coréia do Norte, a KCNA, afirmou que o diretor do programa nuclear do país, Ri Je-son, escrevera uma carta ao diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohammed ElBaradei, abrindo as portas para a visita dos inspetores.
Os representantes da AIEA visitariam o país, segundo a nota da KCNA, para "discutir os procedimentos de verificação e monitoramento da AIEA durante o desligamento do reator atômico de Yongbyon".
No mês passado, a Coréia do Norte lançou diversos mísseis em direção ao Mar do Japão, num aparente teste dos armamentos.
Na época, o Ministério da Defesa da Coréia do Sul disse que os lançamentos pareceram exercícios militares de rotina.
No ano passado, testes secretos de diversos mísseis - entre eles o de um projétil de longo alcance - seguidos pela explosão de um artefato nuclear, provocaram uma crise diplomática.