Rio de Janeiro, 23 de Março de 2026

Coréia do Norte anuncia que não fará segundo teste nuclear

Sexta, 20 de Outubro de 2006 às 15:26, por: CdB

O líder norte-coreano Kim Jong-il disse ao representante chinês Tan Jiaxuan que seu país não realizará um segundo teste nuclear, depois do realziado no último dia 9 de outubro, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap nesta sexta-feira.

- Kim Jong-il teria esclarecido sua posição sobre o fato de que não fará outro teste nuclear -, disse a agência, citando uma fonte diplomática não-identificada de Pequim.

O líder comunista também estaria arrependido de ter realizado o teste nuclear, de acordo com informações de um jornal sul-coreano citado pela Associated Press nesta sexta-feira. A mudança de tom no discurso norte-coreano, após uma semana de novas ameaças, já reverberou do outro lado do Pacífico. A secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, que chegou em Pequim nesta sexta-feira, disse que os Estados Unidos estão dispostos a voltar às negociações multilaterais sobre o programa nuclear da Coréia do Norte.

Segundo o jornal, Kim Jong-il teria expressado arrependimento sobre o teste nuclear à delegação chinesa que visitou o país na quinta-feira. Além disso, o líder norte-coreano teria dito que voltaria a discutir a questão nuclear se Washington parasse de fomentar a campanha para isolar financeiramente o país.

- Se os Estados Unidos fizerem algum tipo de concessão, nós também faremos, seja em uma conversa bilateral ou a seis partes -, teria dito o líder norte-coreano ao enviado chinês Tan Jiaxuan, de acordo com informações do jornal Chosun Ilbo, citando uma fonte diplomática na China. Kim Jong-il teria comentado ainda, com a delegação chinesa, que "lamenta o teste nuclear", segundo o jornal.

A Coréia do Norte insistiu longamente que os Estados Unidos desistissem da campanha para cortar relações de Pyongyang com o sistema financeiro internacional. Washington acusa Pyongyang de cumplicidade na falsificação e lavagem de dinheiro para vender armas de destruição em massa.

O país comunista se recusa, desde novembro de 2005, a retornar às negociações nucleares que incluem China, Japão, Rússia e Coréia do Sul. Pyongyang procurou reforçar sua posição de negociação através de uma série de ações provocativas, testanto mísseis balísticos em julho e realizando seu primeiro teste nuclear no dia 9 de outubro.

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