Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Coreia do Norte ameaça vizinhos do Sul com "guerra total"

O regime comunista da Coreia do Norte anulou nesta quinta-feira um pacto de não-agressão que tinha o objetivo de evitar choques navais acidentais com a Coreia do Sul. A medida foi tomada em meio à crescente tensão entre as duas Coreias, após Seul ter acusado Pyongyang de afundar o navio de guerra sul-coreano Cheonan em março, que resultou na morte de 46 marinheiros. Em um comunicado da agência de notícias oficial norte-coreana, o Exército comunistas disse que "anularia completamente o acordo bilateral que foi concluído para prevenir um possível choque no Mar Oeste da Coréia (Mar Amarelo)". (Leia Mais)

Quinta, 27 de Maio de 2010 às 09:49, por: CdB

O regime comunista da Coreia do Norte anulou nesta quinta-feira um pacto de não-agressão que tinha o objetivo de evitar choques navais acidentais com a Coreia do Sul. A medida foi tomada em meio à crescente tensão entre as duas Coreias, após Seul ter acusado Pyongyang de afundar o navio de guerra sul-coreano Cheonan em março, que resultou na morte de 46 marinheiros. Em um comunicado da agência de notícias oficial norte-coreana, o Exército comunistas disse que "anularia completamente o acordo bilateral que foi concluído para prevenir um possível choque no Mar Oeste da Coréia (Mar Amarelo)". Uma investigação internacional concluiu que o navio foi atingido por um torpedo norte-coreano, mas o país nega ter tido responsabilidade no incidente.

"Por conta disso, vamos parar completamente de usar walkie-talkies internacionais marítimos ultra-curtos e vamos cortar imediatamente a linha de comunicação que foi aberta para lidar com uma situação de emergência." Nesta quinta-feira, as forças sul-coreanas realizaram exercícios navais anti-submarino. Prontamente, os vizinhos do Norte reagiram, ameaçando responder a uma possível guerra com uma "guerra total".

De acordo com a agência de notícias, o regime de Pyongyang chama os líderes da Coreia do Sul de "traidores" e afirma que eles vão experimentar "desastrosas consequências" se não aceitarem a soberania da Coreia do Norte.

No comunicado, o país também ameaçou atacar imediatamente se a Marinha da Coreia do Sul violasse as disputadas fronteiras marítimas do Mar Amarelo e afirmou ainda que consideraria bloquear o acesso a um projeto industrial conjunto na cidade norte-coreana de Kaesong.

De acordo com o correspondente da BBC em Seul John Sudworth, o anúncio é mais um elemento adicionado pela Coreia do Norte à crescente tensão entre os dois países. O país também baniu navios e aviões sul-coreanos de seu território - uma medida ratificada no comunicado desta quinta-feira.

Um funcionário do Ministério da Defesa sul-coreano teria afirmado que o país vai lidar "firmemente" com as medidas do norte, sem dar mais detalhes. A Coreia do Sul já tinha anunciado um pacote de medidas, incluindo o congelamento da maior parte do comércio com a Coreia do Norte. O país também vem pedindo interferência do Conselho de Segurança da ONU.

O Mar Amarelo já foi palco de conflitos mortais em 1999 e em 2002. Tecnicamente, os dois Estados permanecem em guerra desde que a guerra entre as Coreias terminou em 1953, sem armistício. O comunicado da Coreia do Norte foi emitido horas depois de dez navios de guerra sul-coreanos terem realizado exercícios em preparação contra um possível ataque da Coreia do Norte.

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