A Coreia do Norte afirmou que vai usar um "dissuasor nuclear" em resposta ao exercício militar conjunto da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, marcado para este domingo. Segundo a agência estatal de notícias norte-coreana KCNA, Pyongyang está pronta para lançar uma "guerra santa retaliatória" a qualquer momento. Washington e Seul justificaram os exercícios, afirmando que foram convocados para deter a agressão norte-coreana. A tensão entre as duas Coreias aumentou desde o afundamento de um navio de guerra sul-coreano em março passado. Uma investigação internacional concluiu que o navio foi afundado por um torpedo norte-coreano, acusação negada veementemente por Pyongyang. As declarações provavelmente serão tratadas como uma atitude diplomaticamente temerária, mas o aumento da tensão deve preocupar os governos regionais, acrescenta Sudworth. "Guerra de palavras" A poderosa Comissão de Defesa Nacional da Coreia do Norte afirmou que os exercícios militares "não passam de claras provocações com o objetivo de pressionar a República Democrática do Povo da Coreia (Coreia do Norte) pela força das armas", informou a KCNA. – O Exército e o Povo da RDPC vão começar uma guerra santa retaliatória no seu próprio estilo, baseada em dissuasores nucleares, a qualquer momento que for preciso para conter os imperialistas norte-americanos e as forças fantoche da Coreia do Sul, que deliberadamente empurram a situação para a beira de uma guerra –, acrescentou a agência. Em resposta, a Casa Branca afirmou que não está interessada em uma "guerra de palavras" com a Coreia do Norte. O porta-voz do Departamento de Estado PJ Crowley afirmou que os Estados Unidos querem "mais ações construtivas e menos palavras provocadoras" de Pyongyang. O governo norte-coreano já havia prometido uma resposta física aos exercícios militares durante um fórum regional de segurança da Ásia no Vietnã, nesta sexta-feira. O porta-voz da delegação norte-coreana do grupo regional Associação das Nações do Sul Asiático (Asean, na sigla em inglês) afirmou que os exercícios são um exemplo da "diplomacia de canhoneira" do século 19. – É uma ameaça à península da Coreia e à região da Ásia como um todo –, afirmou. Advertência chinesa O encontro regional foi dominado pela crise entre as duas Coreias. Os exercícios militares, que começam no domingo, vão envolver o porta-aviões USS George Washington, além de outros 20 navios e submarinos, 100 aviões e 8.000 militares. A China criticou os planos e advertiu contra qualquer ação que possa "exacerbar as tensões regionais". Mas o Japão está enviando quatro observadores militares, num aparente endosso aos exercícios. Na quarta-feira, os Estados Unidos anunciaram que vão impor novas sanções à Coreia do Norte, com o objetivo de interromper a proliferação nuclear e a importação de artigos de luxo.
Coreia do Norte ameaça Sul com 'guerra santa'
A Coreia do Norte afirmou que vai usar um "dissuasor nuclear" em resposta ao exercício militar conjunto da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, marcado para este domingo.
Sábado, 24 de Julho de 2010 às 08:32, por: CdB