Rio de Janeiro, 25 de Março de 2026

Coréia do Norte acusa EUA de prepararem ataque preventivo

A Coréia do Norte afirmou nesta quinta-feira, que os Estados Unidos estão preparando um ataque preventivo para derrubar seu regime. O governo coreano, ainda, ignorou o compromisso de Washington de descartar a via militar para punir Pyongyang por seu teste nuclear da última segunda-feira. Além de atacar os EUA, o regime norte-coreano fez uma série de ameaças contra o Japão.

Quinta, 12 de Outubro de 2006 às 12:19, por: CdB

A Coréia do Norte afirmou nesta quinta-feira, que os Estados Unidos estão preparando um ataque preventivo para derrubar seu regime e ignorou o compromisso de Washington de descartar a via militar para punir Pyongyang por seu teste nuclear da última segunda-feira.
Além de atacar os EUA, o regime norte-coreano fez uma série de ameaças contra o Japão. A Coréia do Norte advertiu que tomará ''fortes contramedidas'' se forem aplicadas as sanções aprovadas nesta quarta-feira como condenação pelo teste nuclear de Pyongyang.

Em mensagem da cúpula política norte-coreana, a Agência Central de Notícias da Coréia do Norte manifestou que os EUA estão mobilizando novos militares no sul da península com o objetivo de acabar com o regime de Kim Jong-il.

Pyongyang acusou os EUA de estabelecerem, sob o Comando do Pacífico, uma base do comando de combate de suas Forças Aéreas para se consolidarem na península coreana, onde já têm mais de 30 mil soldados, além de vender mísseis Patriot à Coréia do Sul.

Segundo a mensagem, publicada no jornal Rodong Sinmun, porta-voz do regime, tratam-se de "movimentos perigosíssimos" dos EUA para realizar "um ataque preventivo" contra o regime norte-coreano, "que provocarão uma segunda Guerra da Coréia".

Um armistício entre as duas Coréias, que em nenhum momento foi substituído por um tratado de paz permanente, continua em vigor desde 1953, quando acabou o conflito iniciado em 1950.

Assim, a cúpula norte-coreana ignorava as palavras do presidente dos EUA, George W. Bush, quem ontem falou em "duras sanções" contra a Coréia do Norte, mas ao mesmo tempo descartou a possibilidade de recorrer à via militar para resolver a crise.

Enquanto Pyongyang lançava esta ofensiva verbal contra os EUA, um dos porta-vozes do regime comunista concentrava os ataques sobre o Japão, o primeiro país que decidiu passar das palavras à ação para impor suas próprias sanções à Coréia do Norte.

Em declarações à agência de notícias japonesa Kyodo, o embaixador norte-coreano encarregado das relações com o Japão, Song Il-ho, disse que o Governo da Coréia do Norte responderá com contundência as sanções impostas ontem por Tóquio.

- Empreenderemos fortes contramedidas e seu caráter específico ficará claro se vocês continuarem atentos. Nós não dizemos as coisas em vão -, afirmou Song.

Entre as novas sanções econômicas impostas ao regime comunista norte-coreano estão o embargo às importações procedentes do país e a proibição da entrada de cidadãos norte-coreanos no Japão. Além disso, os navios norte-coreanos ficam proibidos de atracarem em portos japoneses.

Estas medidas se unem a outras sanções financeiras aprovadas em julho pela Administração japonesa contra assinaturas norte-coreanas em resposta ao teste de sete mísseis balísticos que a Coréia do Norte realizou no Mar do Japão no último dia 5.

Embora a comunidade internacional esteja considerando impor mais sanções à Coréia do Norte por meio do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Song disse que as medidas adotadas pelo Japão "são mais graves por sua natureza", já que Tóquio ainda deve responder pela colonização da península coreana entre 1910 e 1945.

- Tomaremos essas contramedidas levando isto em conta -, assegurou Song.

O alerta continua nos países vizinhos à Coréia do Norte, especialmente na Coréia do Sul e no Japão, diante da possibilidade de Pyongyang realizar um novo teste nuclear.

Assim, o ministro da Defesa sul-coreano, Yoon Kwang-ung, ordenou nesta quinta-feira que as Forças Armadas de seu país se mantenham em alerta e estejam dispostas a resistir a qualquer movimento militar da Coréia do Norte. Nesta quinta-feira se sucederam as vozes de alarme diante da possibilidade de outro iminente teste nuclear norte-coreano.

Segundo o jornal de Seul Munhwa Ilbo, que citou fontes oficiais, "há uma grande possibilidade de a Coréia do Norte realizar outros testes

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